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Insatisfeita com as limitações da MG 15 - a principal metralhadora móvel que equipava os aviões militares - a Luftwaffe iniciou, ainda em meados dos anos 30, um programa para sua substituição, ainda que parcial. A-pós inúmeros testes, a escolha recaiu sobre um projeto da famosa Waffenfabrik Mauser, denominado Maschi-nengewehr 81 (MG 81). A denominação da arma vinha de "1º modelo em 8mm", este último sendo o arredon-damento do cartucho utilizado pela arma: o famoso 7,92mm X 57mm. Sua principal função seria a utilização como armamento defensivos dos bombardeiros alemães.
A MG 81 foi desenvolvida para ser mais simples, menor, mais leve e barata de se produzir, além de ter uma cadência de fogo maior do que suas contemporâneas. No início de seu desenvolvimento, a arma foi equipada com um cano de 600mm - igual ao da MG 15 - mas quando foi finalmente adotada, em 1938, considerou-se que o seu tamanho iria criar um considerável arrasto aerodinâmico nos aviões, isso sem considerar que torna-ria muito difícil para o artilheiro de bordo operá-la em velocidades de cerca de 400 km/h. Deste modo, tornou-se necessária sua redução, sendo que os exemplares de produção possuíam o cano de 475mm, o que redu-ziu a velocidade de saída do projétil, mas também aumentou a cadência de fogo (1.600 disparos por minuto) e sua precisão, já que evitava a dispersão dos disparos. A grande vantagem da MG 81 sobre sua antecessora era sua forma de alimentação. Esta se dava através de cintos metálicos de munição Gurt 17/81 (que também era utilizado pela MG 17), cuja capacidade superava em muito os limitados tambores duplos da MG 15.
Até 1945 os principais fabricantes, além da Mauser Werke AG (situada em Oberndorf am Neckar) foram: L. O. Dietrich, de Altenburg; Heinrich Krieghoff, de Suhl; Norddeutsche Maschinenfabrik, de Wittenberge e I.C. Wagner, de Mühlhausen. |