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Por volta de março de 1935, o "véu do segredo" foi levantado e a nova Luftwaffe apresentada ao mundo. Nessa época as aeronaves militares germânicas ainda utilizavam as marcações civis introduzidas em 1933, sempre apresentando uma seqüência alfabética iniciada pela letra "D" de Deutschland (Alemanha), seguida de outras quatro letras identificadoras. Essas letras eram pintadas na cor preta, formando um belo contraste com a pintura dos aviões - normalmente prata natural (RLM 01), cinza claro ou cinza-esverdeado claro (RLM 02).
Essas poucas marcas civis foram consideradas insuficientes para caracterizar as aeronaves de maneira satis-fatória, e em 6 de julho de 1936, foi adotado o uso da Suástica (Hakenkreuz) no lado esquerdo da deriva verti-cal e de uma faixa tricolor (vermelho, preto e branco) - Cores da Velha Prússia e do Império - no lado direito.
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Até o final de 1939
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Início de 1940 até 1942
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De 1943 até 1945
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A Hakenkreuz ou Suástica era o símbolo do NationalSozialistische Deutsche ArbeiterPartei (Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães) ou simplesmente NSDAP. Adolf Hitler quando jovem, fazia parte do co-ro de uma igreja católica que era freqüentada por sua família. Suspenso sobre o altar desta igreja, havia uma cruz semelhante a Suástica. Acredita-se que Hitler tenha adaptado este símbolo do cristianismo para o seu movimento. Outra explicação pouco provável, está na mitologia nórdica. Thor, o deus da guerra e do trovão, era simbolizado por quatro relâmpagos estilizados que saiam de um ponto em comum, e cuja aparência asseme-lha-se à Suástica.
No entanto, as origens deste símbolo milenar datam de muito tempo atrás, antes de ter sido adotada pelo mo-vimento nazista, a suástica era considerada um símbolo sagrado de boa sorte e de saúde na Europa pré-cristã e em muitas outras culturas pagãs em todo mundo, incluindo as orientais, egípcia e tribais das Américas. A palavra suástica origina-se do sânscrito (svastika) que significa "um sinal de boa sorte". Existem milhares de símbolos da suástica espalhados pelos quatro cantos do mundo e o mais antigo de todos, até hoje conhecido, data do ano 12.000 a.C.
Além da Balkenkreuz e Hakenkreuz, a maioria das aeronaves da Luftwaffe também apresentava em sua fuselagem, o código do combustível utilizado. A função deste código era de identificar o tipo de combustível. Ele aparecia no interior de um triangulo amarelo ouro com bordas laterais brancas, localizado próximo a tampa do tanque, mais exatamente, logo abaixo desta. Alguns tipos de gasolina utilizados pela Luftwaffe eram: A3 (octanagem 80), B4 ou 87 (octanagem 87) e C3 (octanagem 100); este último era empregado em motores com uma taxa de compressão mais alta.
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A maioria dos aviões da linha de frente, exceto aqueles pertencentes às unidades de caça monoposto diurno ou caça-bombardeiro, ou seja, os bombardeiros, bombardeiros de mergulho, caças pesados bimotores de longo alcance, caças noturnos, aviões de transporte, suporte e reconhecimento; levavam um código na parte traseira da lateral da fuselagem e na parte inferior das asas. Este código era constituído de três letras e um número. Os dois primeiros dígitos identificam a Geschwader, o terceiro dígito, geralmente colorido, identifica a aeronave dentro da unidade e o quarto dígito indica a qual Staffel ou Stab a aeronave pertencia. Ver TABELAS.
Além do código de letras e número localizados na parte lateral
traseira da fuselagem e inferior das asas, as aeronaves muitas vezes apresentavam
na parte dianteira da fuselagem (próxima ao nariz), o emblema da
Geschwader, Gruppe
e/ou Staffel ao qual pertenciam.
Como exemplo, temos um Dornier Do 17Z-10 com a marcação R4+LK.
Este avião pertencia a Nachtjagdges-chwader
2 (R4) e servia no 2º. Staffel
(K). A letra (L) era a identificação individual
da aeronave dentro da unida-de.
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Identificando o 3º.
dígito
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Cores
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Unidades (Prováveis)
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Azul | Geschwader Stab | |
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Verde | Gruppe Stab | |
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Branco | 1º, 4º, 7º, 10º ou 13º Staffeln | |
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Vermelho | 2º, 5º, 8º, 11º ou 14º Staffeln | |
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Amarelo | 3º, 6º, 9º, 12º ou 15º Staffeln | |
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Identificando o 4º.
dígito
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Gruppen
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Stab
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Letra/Staffel
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Letra/Staffel
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Letra/Staffel
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| Geschwader |
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| Gruppe I |
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| Gruppe II |
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| Gruppe III |
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| Gruppe IV |
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| Gruppe V |
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As insígnias que apareciam na fuselagem dos caças monopostos diurnos, tinham como principal propósito a identificação da unidade e até mesmo do piloto a quem o avião pertencia e eram bastante diversificadas, pos-suíndo uma enorme quantidade de símbolos e esquemas.
A grande maioria dos caças monopostos, apresentava o emblema da Geschwader (a qual pertencia), pintado na parte dianteira da lateral da fuselagem, geralmente entre o cockpit e a hélice. Além desse, podiam apare-cer também o emblema do Gruppe, Staffel e o pessoal do piloto (caso houvesse). Esses emblemas podiam ser vistos juntos, ou seja, aparecerem todos ao mesmo tempo ou apenas um deles. O emblema pessoal do piloto localizava-se geralmente logo ao lado do cockpit.
Alguns ases costumavam também, marcar no leme de seus caças, a quantidade
de aviões inimigos já abati-dos por ele, através de pequenas
barras verticais e até mesmo com os símbolos das forças
aéreas as quais os adversários abatidos pertenciam. Além
disso, muitos ganhadores da Cruz de Cavaleiro
pintavam também no leme de seus aviões, belos ornamentos
nos quais podiam aparecer além do desenho da respectiva meda-lha,
o número representando a quantidade de vitórias obtidas
(quando da conquista da condecoração) e ramos de carvalho,
entre vários outros. Dentre esses ases podemos citar: Heinz
Bär, Hans Philipp, Josef
Würmheller, Hans-Joachim Marseille,
Hermann Graf, Erich
Hartmann, Anton Hackl e Heinrich
Ehrler...

Além do emblema, que era opcional, cada Gruppe possuía um símbolo
que o identificava. Este símbolo locali-zava-se na lateral da fuselagem
entre a Balkenkreuz e a cauda do
avião e possuía o mesmo estilo da Balken-kreuz e Hakenkreuz,
exceto pela cor, que era a mesma da utilizada nos números, geralmente
com bordas brancas ou pretas). Essas cores serão explicadas mais
detalhadamente logo a seguir.
O I Gruppe não possuía símbolo; o II Gruppe possuía uma barra horizontal;
o III Gruppe uma barra horizontal ondulada, mais tarde mudou para uma
barra vertical; o IV Gruppe inicialmente possuía um círculo, mas
por confundir com o símbolo da RAF, foi alterado para uma pequena cruz
grega ou ainda, uma barra horizontal ondulada semelhante ao III Gruppe.
| I Gruppe | II Gruppe | III Gruppe | IV Gruppe |
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Jabo Gruppe
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Schlacht Gruppe
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Período inicial (Cada
Gruppe possuía 3 Staffeln)
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Gruppen
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Staffel
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Staffel
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Staffel
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I Gruppe
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1º
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2º
ou 2º
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3º
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II Gruppe
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4º
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5º
ou 5º
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6º
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III Gruppe
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7º
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8º
ou 8º
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9º
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IV Gruppe
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10º
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11º
ou 11º
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12º
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Período final (Cada
Gruppe possuía 4 Staffeln)
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Gruppen
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Staffel
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Staffel
|
Staffel
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Staffel
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I Gruppe
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1º
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2º
ou 2º
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3º
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4º
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II Gruppe
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5º
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6º
ou 6º
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7º
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8º
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III Gruppe
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9º
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10º
ou 10º
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11º
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12º
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IV Gruppe
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13º
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14º
ou 14º
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15º
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16º
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Identificando a unidade de um caça monopostoCom este sistema pode-se identificar a Geschwader, o Gruppe, o Staffel e o piloto a quem um avião de caça pertencia. Como exemplo temos a figura abaixo, um Bf 109E-4 contendo o número 10 e uma barra vertical em branco. Significa que era a aeronave número 10 do 7º ou 9º Staffel (depende da época) do III Gruppe. Pois este Gruppe usava uma barra vertical para sua identificação (ver marcações dos Gruppen), como a cor é o branco, então corresponde ao 7º ou 9º Staffel (ver tabela de cores dos Staffeln). Já que a aeronave em questão é um Bf 109E-4 (período inicial 1939-1940), podemos deduzir que trata-se portanto do 7º Staffel.
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| Gruppenkommandeur | ||||
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ou
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ou | ![]() |
| Adjutant | Technischer Offizier | Gruppen Beim Stab |
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Geschwaderkommodore
No inicio do conflito as marcações para indentificação
do Geschwaderkommodore eram as seguintes:
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Mais tarde, apareceram algumas variações
deste esquema, tais como as adotadas por
Werner Mölders (abaixo à esquerda), Adolf
Galland (abaixo à direita) e Josef
Priller (abaixo ao centro).
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ou
| Adjutant | IA/Einsatzoffizier | Technischer Offizier | Major Beim Stab |
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Obs: O Grünherz (Coração Verde) originalmente era o
emblema pessoal de Hannes Trautloft quando este ser-via no V./JGr.88 da
Legião Condor, durante a Guerra Civil
Espanhola. Após ele assumir o cargo de Kommodo-re
da JG 54 (Jagdgeschwader 54)
em 25.08.1940, a insignia tornou-se também o emblema desta, que
foi uma das mais bem sucedidas Geschwadern.
Mais tarde, quase no final da guerra, quando a Defesa do Reich tornou-se uma questão de vida ou morte, foi necessário a criação de novos esquemas para melhor destinguir as aeronaves, pois a quantidade de aviões aliados que cruzavam os céus da Alemanha era cada vez maior. Nessa fase, alguns Geschwaderstab e Gruppenstab passaram a utilizar numerais coloridos (verde ou azul) no lugar dos símbolos.
