Bombardeios Aliados

O conteúdo desta página em particular, tem como objetivo lembrar a todos que vítimas, excessos e atroci-dades houve de ambos os lados, assim como heróis e vilões. Julgar o que é certo ou errado, bem ou mal, não nos cabe, diante de um conflito de proporções gigantescas como foi a Segunda Guerra Mundial; onde senti-mentos como ódio, vingança e revolta foram levados ao extremo.

Contudo, uma coisa é certa, a Segunda Guerra Mundial foi um grande erro e ao mesmo tempo, um acontecimento inevitável, cuja principal e maior vítima foi a população civil, sem dúvida alguma. Erro esse, causado exclusivamente pelo orgulho e vaidadede de líderes das grandes potências mundiais, em sua ânsia pelo poder, em busca da hegemonia global. Uns lutando por uma nova ordem, outros por defender e manter a sua velha hegemonia, seu império decadente, construído ao custo de muito sangue e inúmeras guerras.

Dizer que não houve quem tenha lucrado com o conflito, seria uma grande hipocrisia. Porém foram poucos, em relação aos tantos que perderam.





Até o dia 10 de maio de 1940, a Inglaterra vinha mantendo com todo o rigor a regra de não serem atacadas, com bombas, as cidades abertas ou a população civil. Na noite desse mesmo dia, data em que Winston Churchill assumiu o posto de primeiro ministro britânico, esta regra foi quebrada.

Algum tempo depois, mais precisamente no inicio de 1942, Frederick Alexander Lindeman, alemão de nasci-mento, e que nesse meio tempo já havia se tornado Lord Cherwell, exigiu do gabinete britânico, num memo-randum, que fossem intensificados os bombardeios contra a Alemanha, pelos seguintes motivos:

1- Os ataques a bombas devem ser dirigidos contra as regiões de casas de operários. As demais regiões, devido a sua forma de construção, apenas levam a um desperdício de bombas.

2- Se a ofensiva aérea se dirigir, em geral, contra a população civil, será possível destruir a metade de todas as casas de todas as cidades com mais de 50.000 habitantes. Fábricas e instalações militares são difíceis demais para serem atingidas.


Vista aérea da cidade de Stuttgart, quadras inteiras reduzidas a escombros.


Apesar das opiniões contrárias, o governo britânico aprovou a intensificação do terror aéreo, no dia 14/02/42. Como primeira medida para atingir esse objetivo, Churchill trocou o comando das unidades de bombardeiros, entregando-o ao marechal Arthur Harris, que ao assumir o cargo, recebeu em sigilo, a seguinte ordem do alto comando britânico:

"Foi acertado que seu principal objetivo de ataque, a partir de agora, será abater a moral da população civil inimiga, principalmente do operariado".


Os mortos, após os bombardeios Aliados, eram inicialmente reunidos em locais públicos para identificação e posterior sepultamento. Porém com a intensificação dos bombardeios ainda em 1942, esse trabalho tornou-se praticamente impossível.


A primeira vítima dessa intensificação de bombardeios foi a cidade de Lübeck, que na noite de 28/03/42 rece- beu 234 bombardeiros, cujo resultado apresentou 1.044 casas destruídas. Rostock foi atacada no dia 24/04/ 42: 1.765 casas destruídas, 60% da cidade antiga arrasados. Na noite de 30 para 31 de maio de 1942, 900 bombardeiros voaram contra Colônia. Naquela noite, foram destruídas 19.370 residencias. Os ataques anterio-res, comparados aos de agora, não passavam de brincadeira de criança.

O próprio Air Commodore inglês, L. McLean, disse na época, que foram abondonadas as normas mais elemen tares de humanitarismo. O cidadão médio - disse McLean - desconhece a verdade da ofensiva de bombardeio aéreo. Mclean cita também, que durante a guerra foram realizadas 1.440.000 missões de bombardeio, a um custo combinado, entre a Inglaterra e os Estados Unidos, de 84 bilhões de dólares (na época).


Mortos em bombardeio Aliado, encontrados em qualquer lugar, aparecendo algumas vítimas com as roupas rasgadas ou queimadas. Morria-se de todos os modos, inclusive por sufocamento e queimaduras.



Relacionar as cidades que foram bombardeadas, é perda de tempo, pois com raríssimas excessões, todas as cidades alemãs desde pequenos vilarejos até as grandes metrópoles, foram bombardeadas com mais ou me-nos intensidade.

Hamburgo sofreu entre os dias 27 de julho e 3 de agosto de 1943, ataques devastadores, que causaram a des truição de 250.000 moradias do total de 556.000 existentes. Nos dias 25 a 28 de março de 1945, Hannover foi atacada novamente, ficando aproximadamente 7.000 pessoas soterradas pelos escombros. Dos 472.000 habi-tantes que Hannover tinha antes da guerra, sobraran apenas 217.000! No entanto, nada se compara aos bom-bardeios sofrido por Dresden nos dias 13, 14 e 15 de fevereiro de 1945.

De que adiantava entrar em abrigos anti-aéreos? Com ataques dessa intensidade os próprios abrigos ficavam soterrados, sufocando e matando os seus ocupantes.

Montanha de escombros de uma cidade alemã não identificada. Quantos mortos haverão por debaixo?.


Lá fora, as temperaturas oscilavam entre 600 e 1.000 graus Celsius ou centígrados, ocasionados pelas bom-bas incendiárias comuns, de fósforo e também de inflamáveis líquidos, hoje chamadas de Napalm, que eram arremessadas logo após as bombas e minas de destruição.


Bombas de fósforo, incendiárias, devorando tudo, tempera
turas de 600 a 1.000 graus centigrados, acabando de su focar e queimar mesmo a consideravel distância.

 

Para descrever os detalhes e resultados de cada ataque efetuado pelas forças aéreas inglesa e norte-america na contra a população civil alemã e que muitas vezes atingiam também prisioneiros das mais diferentes nacio-nalidades, entre eles, os que se encontravam em campos de concentração, seriam necessários milhares de li-vros. Porém, como acontece em toda guerra, a primeira vítima que se faz é a verdade, e a versão do vencedor é a que prevalece, tornando-se "verdade histórica".

Com isso, muitas verdades são ocultadas e muitas mentiras são inventadas, sempre com o propósito de manipular a opinião pública afim de defender seus própios interesses. Também é curioso ressaltar que a mídia tanto falada quanto escrita, apesar de já passados mais de meio século, nunca publicou uma palavra sequer a respeito destes sim, os verdadeiros CRIMES DE GUERRA!, preferindo dar destaque para os bombardeios às cidades de Guérnica e Londres que também sofreram com os ataques da Luftwaffe, porém de uma maneira bem menos intensa que não cabe nem comparação. Outra pergunta segue sem resposta, a quem ainda interessa manter viva tanta mentira, calúnia e difamação?

Cartaz de época.

 

Ruínas da cidade de Münster saúdam a passagem dos tanques norte-americanos.


Estatísticas

População germânica em 1939 (incluídos Áustria, Sudetos e Memel)......................82.000.000 hab.

República Federal da Alemanha (em 1986)............................................................58.000.000 hab.
República Democrática Alemã (em 1986)..............................................................17.000.000 hab.
Áustria (em 1986)................................................................................................ 8.000.000 hab.

Total da população germânica em 1986.................................................................83.000.000 hab.


Analisando algumas cidades individualmente temos:
Cidade 1939 1986 Diferença
Berlim
4.500.000
3.100.000
-1.400.000
Viena 1.920.390 1.700.000 -220.000
Hamburgo 1.682.220 1.700.000 +17.780
Colônia
768.426
990.000
+221.574
Leipzig
701.606
590.000
-111.606
Essen
659.871
680.000
+20.129
Frankfurt
546.649
631.000
+84.351
Dortmund
537.000
620.000
+83.000
Hannover
472.527
562.000
+89.472
Dresden 650.000 510.000 -140.000
Londres
4.550.000
7.000.000
+2.450.000
Moscou
3.500.000
10.000.000
+6.500.000
Tóquio
3.500.000
10.000.000
+6.500.000
Roma 1.300.000 3.500.000 +2.200.000


Outro dado interessante, é que o número de vítimas inglesas causadas por bombardeios, tanto por bombas ati radas de aviões como pelas bombas-voadoras V-1 e V-2, durante os quase cinco anos de conflito e tanto divul-gado nas mídias, não passam de 60.000 pessoas. Este número, para surpresa de muitos, é inferior ao de fran-ceses mortos por bombardeios aliados, na França (ocupada), em suas cidades e campos, e que atinge aproxi madamente 65.000 pessoas.



O massacre de Dresden.