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Lippe e Weissenfeld são duas das linhagens nobres mais tradicionais da Europa Central, sendo que sua história remonta aos idos da Idade Média, com profundas raízes nos meios militares dos Impérios da Áustria, Alemanha e Holanda. Daí o título nobiliárquico de "Prinz" (Príncipe) adicionado ao nome de Egmont Lippe-Weissenfeld, um dos grandes ases da história da caça noturna da Luftwaffe durante a II Guerra Mundial. Ao la-do de outro nobre de sangue azul, o Schweternträger Heinrich Prinz zu Sayn-Wittgenstein, o jovem Egmont ajudaria a manter a aura mítica que envolve os pilotos de caça que se viam como cavaleiros medievais.
Nesta nova unidade, ele se mostrou desde o início um piloto promissor. Sua primeira vitória viria já na noite de 15.01.1941 contra um bombardeiro Whitley da RAF, razão pela qual ele foi condecorado com a Cruz de Ferro de 1ª Classe dois dias depois. Entretanto, no final daquele mês, Lippe-Weissenfeld perdeu uma das asas de seu Bf110 durante um vôo de treinamento sobre o mar e foi obrigado a saltar, sendo resgatado pouco depois, junto com seu Bordfunker, Feldwebel Rennette. Quando ele chegou em sua base pode encontrar um telegrama do General Kammhuber onde se lia: "Quem deu a você permissão para ir nadar?" Sua segunda vitória viria em 10.04.1941, ao derrubar um Wellington britânico, ao qual somaram-se outras duas vitórias em maio, outras três em junho e, por fim mais duas (um Whitley e outro Wellington) nos dias 25 e 26 de julho daquele ano, quando já atuava como Staffelkapitän do 4./NJG 1. Com o sucesso da força de caça no-turna, decidiu-se pela criação de uma nova unidade, a NJG 2, sob comando do ás e futuro Brillantenträger Hel-mut Lent. Como conseqüência, em 1º de novembro de 1941, o já Oberleutnant Lippe-Weissenfeld foi indicado Staffelkapitän do 5./NJG 2. Até o fim daquele ano, ele acrescentaria outras três vitórias ao leme de seu avião, acumulando um total de 12 abates.
"Um dos meus deveres mais fáceis e relativamente pouco excitantes como piloto de caça, era acompanhar os bombardeiros inimigos desgarrados da formação que retornavam de seus ataques à Alemanha, durante o ve-rão de 1942. Patrulhando com meu Bf110, eu os encontrei algumas vezes, principalmente Wellingtons, Whi-tleys e Stirlings, até 150 km longe da formação principal. A despeito de não gostar deste tipo de missão por serem muito monótonas, eu sempre senti um pouco de pe-na dos infelizes e indefesos membros de suas tripulações que tentavam alcançar suas bases, quase sempre alvejados pelo Flak e por canhões, e que não eram páreo para meu mais armado e mais rápido 110.
No início de 1944, devido à sua experiência de combate, Egmont foi transferido para o Stabsschwarm da relati-vamente nova NJG 5. A Nachtjagdwaffe vinha sofrendo grandes perdas devido à pressão numérica exercida pe-lo inimigo, mas Lippe-Weissenfeld havia conseguido sobreviver. Contudo a sorte do Príncipe estava para aca-bar. Em 12 de março de 1944, durante uma missão com seu Bf110G-4
"C9+CD" (Werkenummer
720010), sofreu u ma pane e chocou-se contra o solo na região de St.
Hubert (Bélgica), matando toda sua tripulação. Quando de sua morte,
o Major Egmont Prinz zu Lippe-Weissenfeld
já havia acumulado um total de 51 vitórias aéreas no-turnas confirmadas
contra os bombardeiros da RAF.
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