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Hans-Joachim Müncheberg foi um dos grandes ases da Luftwaffe, tendo alcançado um êxito
invejável em todas as frentes nas quais lutou e, mesmo tendo tombado em combate
ainda jovem, sua meteórica carreira garantiu-lhe um lugar no panteão dos lendários
ases da II Guerra Mundial.
| Nascido na localidade em Friedrichshof, Pomerânia (região
da Alemanha que hoje pertence à Polônia), em 31 de dezembro de 1918, Müncheberg
teve uma infância voltada principalmente para a prática de esportes, pai-xão que
ele teria durante toda a sua vida. Após a conclusão de seus es-tudos, ele se voluntariou
para o serviço militar. Após um breve período na Infantaria, ele foi transferido
para a Luftwaffe, ingressando na Luftkriegs-schule (Escola de Vôo de Guerra) localizada
em Dresden, como Fahnen-junker. Após
um ano de treinamento, em setembro de 1937, Müncheberg seria de signado para servir
como Oberfähnrich, junto ao I/JG 234 (Gruppe
I da Jagd geschwader 234) e, em 08.11.1938,
ele seria comissionado como Leutnant Quando
da eclosão da II Guerra Mundial, em setembro de 1939, ele estava servindo como
Gruppenadjutant junto ao III/JG 26 "Schlageter".
Após a queda da Polônia, o seu esquadrão ficou estacionado na fronteira
com a França, realizando missões de interceptação contra os ataques es-porádicos
conduzidos pela RAF, contra alvos na Baía de Heligoland e vale do Ruhr. Numa destas
missões, em 07 de novembro de 1939, Müncheberg alcançaria sua primeira vitória
confirmada, ao derrubar sobre Leverkusen | |
um bombardeiro Blenheim Mk. I do 57º. Esquadrão
da RAF, pilotado por H.R. Barwley. Por esse feito Münche-berg seria condecorado
com a Cruz de Ferro de 2ª Classe.
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Em maio de 1940 a Wehrmacht lançava
a ofensiva no Oes te, derrotando rapidamente a Holanda,
Bélgica e França. Com sua unidade, durante a invasão da França, Münche-berg
abateu mais oito aviões inimigos, sendo 3 franceses e 5 britânicos, recebendo
a Cruz de Ferro de 1ª Classe. Durante a Batalha
da Inglaterra, pelo controle do espaço aéreo sobre o Canal da Mancha, enquanto
enfrentava os bem treinados pilotos da RAF, Mücheberg foi nomeado Staffelkapitän
do 7./JG26 (7º Staffel da JG 26) em 22 de
agosto de 1940. No auge dos combates, Müncheberg seria promovido a O-berleutnant
e agraciado com a Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro
em 14 de setembro de 1940, ao atingir a marca de 20 vitórias aéreas confirmadas,
tornando-se, ao lado de Adolf Galland e de Gerhard
Schöpfel os três primeiros pilotos do JG 26 a receberem essa honraria. |
| Em 09 de fevereiro de 1941 seu Staffel
seria transferido para o teatro de operações
do Mediterrâneo, passando a ficar sediado na base de Gela, situada na ilha
de Sicília, a partir de onde começaram operar contra os comboios e aviões ingleses
que defendiam a ilha de Malta. Três dias a-pós sua chegada nessa frente, Müncheberg
alcançaria sua primeira vitória nesse front, ao abater um Hurricane,
seguido por outras duas vítimas no dia 12.02.1941. No dia 15 de março de
1941 Müncheberg abateu um bombardeiro Wellin-gton
Mk Ic, que voava da Inglaterra para Malta. Um breve intervalo se seguiu
durante a invasão dos Bálcãs pela Alema-nha, em abril de 1941. Nessa autêntica
campanha da Blitzkrieg, a Iugos-lávia
seria derrotada em apenas 11 dias, sendo que durante os combates de 06.04.1941
- primeiro dia da invasão -, Müchenberg derrubaria outros três adversários da
Força Aérea Real Iugoslava. Retornando ao Mediterrâneo, Müncheberg continuaria
a lutar implacavel-mente sobre a ilha de Malta. Em 27 de abril de 1941 ele destruiu
um hidro | |
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avião Sunderland, do 228o. Esquadrão da RAF
e, em 01.05.1941, ele derru-bou outros três Hurricanes,
alcançando a marca de 41 vitórias aéreas confir-madas. Alguns dias depois, em
07 de maio de 1941, o Oberleutnant Joachim
Müncheberg seria convocado à presença de Adolf Hitler para receber de suas mãos
as Folhas de Carvalho da Cruz de Cavaleiro.
Na mesma ocasião, ele seria agraciado pelo governo fascista de
Mussolini com a Medalha
Italiana de Ouro por bravura - o único outro alemão a receber
essa condecoração foi o lendário ás da JG27 Hans-Joachim
Marseille.
Nos meses de junho e julho de 1941, sua unidade seria constantemente transferida:
primeiro para Catania (Sicília), depois para Malaoi (Peloponeso - Grécia) e, por
fim, Gazala, na Líbia. Subordinado temporariamente ao I/JG 27 (sob comando do
Hauptmann Eduard Neumann), Müncheberg permaneceria
pouco tempo nas areias do norte da África - onde conseguiu suas cinco vitóri as
seguintes, alcançando a marca de 48 abates - pois em 29.07.1941 o 7./ JG 26 foi
transferido de volta à frente do Canal da Mancha. Mesmo assim, o saldo de sua
passagem foi impressionante: das 52 vitórias que o 7º Staffel
atingiu enquanto esteve no Mediterrâneo, 25 foram de Müncheberg. |
| De volta à França, Müncheberg mostrou seu brilhante
talento como "caçador". Sua 50ª vitória foi alcançada em 29.08.1941 contra um
Spitfire e entre setembro e outubro daquele ano
ele derrubaria sete outros Spitfires e um Hurricane.
Nesse ínterim, Müncheberg foi pro-movido a Hauptmann
em 19.09.1941, ocasião em que também foi designado para servir como Gruppenkommandeur
do II/JG 26. Seu 60ª adversário (um Spitfire) tombou
em 08.12.1941 e, quando aque-le ano chegou ao seu final, ele já acumulava um total
de 62 vitórias. O ano seguinte não seria diferente, para o azar dos pilotos
da RAF Entre 25 de abril e 1º de maio de 1942 Müncheberg abateria nada menos que
nove caças Spitfire, incluindo sua 70ª vitória (em
26.04. 1942). Além disso, dentre estes, muito provavelmente está o gran-de ás
polonês comandante da 1a. Ala de Caças polonesa, Major Marian Pisarek, abatido
em 29 de abril de 1942. Em 02 de junho de 1942, quando outro Spitfire tombou
sob o fogo de seus canhões, Müncheberg chegaria à marca de 80 vitórias con firmadas.
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Uma brusca mudança na carreira de Müncheberg ocorre-ria em 21.07.1942 quando
foi transferido para a frente rus-sa para assumir o comando da Jagdgeschwader
51 "Möl-ders" (JG 51). Lutando contra um adversário que estava muito aquém da
qualidade dos pilotos da RAF que havia enfrentado no Ocidente e Mediterrâneo,
Müncheberg so-maria um grande número de vitórias ao seu total. Com isso,
em 05 de setembro de 1942, Joachim Münche berg alcançou a marca mágica das "100
vitorias" e, em 09.09.1942 ele novamente compareceria ao quartel-gene-ral de Hitler
para receber as Espadas da Cruz de Cavalei-ro,
tornando-se o 19º soldado alemão a ser condecorado com essa honraria. Quando Müncheberg
finalmente foi re tirado da frente soviética, ele havia acumulado um total |
de 33 vitórias nesse teatro de combate, totalizando 116 abates no geral.
Mas também ali, ele foi abatido duas vezes, durante suas quatro primeiras semanas!
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Promovido a Major, Müncheberg retornaria ao
Mediterrâ- neo, para se tornar o Geschwaderkommodore
da JG77, em 01.10.1942, quando sequer ainda tinha completado 24 anos de idade.
Lutando agora também contra forças norte-americanas, ele foi obrigado a fazer
uma aterrissa-gem forçada depois que seu Bf 109G-2
sofreu sérias ava rias durante combates contra os P-40 Kittyhawk
da RAF em 10 de dezembro, sendo um deles abatido. Logo viria uma série
de implacáveis revanches: em 12 de dezembro ele abateu dois P-40; dois dias depois,
mais outros três Kittyhawks, de modo que ele havia atingido
a marca de 122 vitórias quando aquele ano terminou, ope-rando a partir de bases
precárias na Tunísia. | |
No dia 14 de janeiro de 1943, durante um combate contra caças norte
americanos, Müncheberg derrubaria na-da menos que três P-40E,
aos quais se somaram outros três entre 18 e 22 de janeiro (suas 124ª a 129ª vitóri-as).
Em 10.03.1943 ele derrubaria outros dois Kittyhawks além de um Curtiss P-40 em
22.03.1943.
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No dia 23 de março de 1943, Müncheberg entrou em combate contra uma formação
de caças Spitfires do 52nd Fighter Group da USAAF.
Nesse embate, superados numericamente, os alemães viram-se em problemas. Embora
tenha conseguido derrubar um de seus adversá- rios - sua 135ª vitória -, Müncheberg
foi morto em combate, quando seu Bf109 foi atingido. Seus restos mortais foram
recuperados e sepul tados no cemitério militar alemão em Túnis, ao lado de outros
500 sol-dados germânicos. Muitos anos mais tarde, o também ás da
Luftwaffe, Major Hartmann
Grasser (103 vitórias e ganhador das Folhas de
Carvalho), relembraria de Müncheberg com grande respeito: "Joachim
Müncheberg era uma excelente pessoa. Eu pessoalmente acho que ele era um homem
tão bom quanto Steinhoff, com mais ex- periência e
melhor qualidade. Eu enfatizo isso como minha visão pes-soal e com nenhum desrespeito
por Steinhoff, por quem eu tenho a mais alta estima. Müncheberg tinha sua concentração
voltada para o ponto principal das coisas - para a solução de problemas complexos.
| É verdade que ele era muito jovem, mas era um indivíduo
extremamente inteligente, com a capacidade de dis-tinguir entre o importante e
o banal. Ele foi um piloto treinado na Luftwaffe do pré-guerra,
e como um protegido de Galland, aprendeu muito nesse
ínterim. Ele era também muito exigente consigo mesmo. Ele era ambicioso, mas a
ambição nunca perturbou suas outras qualidades que faziam dele um líder e piloto
extraordinário." Quando de sua morte, o Major Joachim Müncheberg havia
voado mais de 500 missões de combate, ao longo das quais havia alcançado a marca
de 135 vitórias aéreas (33 das quais contra os soviéticos), feito que o torna
um dos grandes ases alemães da frente ocidental.
Bf 109E-4 - Oblt. Joachim Müncheberg, Staffelkapitän 7./JG 26 - Chaffiers/França - novembro, 1940
Bf 109E-7
- Oblt. Joachim Müncheberg, Staffelkapitan 7./JG 26 - Sicilia/Itália - março,
1941

Fw 190A-2 - Hptm. Joachim Müncheberg, Kommandeur II./JG 26 - Abbéville-Drucat/França - maio, 1942
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