Bruno Meyer
(1915 - 1990)

Major
(S)LG2, Sch.G1, Sch.G2, (Pz)/SG9 e SG104
+500 missões de combate, +50 tanques destruídos
Prisioneiro de guerra

Um dos mais antigos e experientes pilotos de assalto e destruidores de tanques da Luftwaffe, Bruno Meyer nasceu enquanto seu pai trabalhava na cidade de Jeremie, no Haiti (Caribe), no dia 13 de novembro de 1915.

Ele iniciou sua carreira militar em 04.04.1934, ao se juntar a um regimento de infantaria do Exército. No final de 1937 Meyer foi enviado para a Aufklärungs-und Waffenschlue (Escola de Reconhecimento e Armamento) da Luftwaffe, sediada em Hildesheim. Após a conclusão de seu treinamento, ele foi designado para servir, em 01.08.1938, como Leutnant no Fliegergruppe 20 - posteriormente redesignado Gruppe II (Schlacht) da Lehr-geschwader 2 (II.Schlacht/LG 2).

Com essa unidade, Meyer participaria da invasão da Polônia (setembro de 1939) e da campanha da França (maio-junho de 1940), sendo o único Gruppe de aviões de assalto de toda a Luftwaffe.

Voando ao lado de outros grandes pilotos como Otto Weiss, Werner Dörnbrack e Georg Dörffel (todos ganhadores das Folhas de Carvalho), Bruno Meyer tomou parte dos ataques a Radom, Varsóvia, Modlin e deu apoio aos pára-quedistas nos embates de Bruxelas. Ainda durante a Blitzkrieg, executou missões em Cambrai, Arras, Soissons, Mont Morte e Auxerres.

Durante os estágios iniciais da Batalha da Inglaterra, Meyer efetuou missões de caça-bombardeiro no sul das ilhas britânicas, principalmente contra bases aéreas da RAF.

Durante a invasão dos Bálcãs (abril de 1941), já promovido a Oberleutnant, ele foi nomeado Staffelkapitän do 5./(S)/LG 2.

pós o início da Operação Barbarossa, em 22.06.1941,seu Gruppe viu ação no setor central da frente russo, próximo a Wop e, então, no setor norte, incluindo a batalha de tanques próximo a Witebsk. Pela sua liderança em combate, o Oberleutnant Bruno Meyer foi condecorado com a Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro em 21 de agosto de 1941, após mais de 200 missões de combate. No fim daquele anos, ele estaria combatendo a 80km de Moscou, próximo a Rusha.

No início de 1942, sua unidade foi redesignada 10./Sch.G 1 (10º Staffel da Schlachtgeschwader 1), passando a combater no setor sul do front russo, durante o avanço em direção ao Cáucaso e Criméia. Em outubro de 1942, Meyer seria transferido para o teatro de operações do norte da África, onde passou a integrar o recém-criado I/Sch.G 2 (Gruppe I do Schlachtgeschwader 2). Assumindo o comando do 4./Sch.G 2 a partir de 01.11.1942 e equipado com o novo Henschell Hs129 (desenvolvido especialmente para atuar con-tra blindados), ele lutaria em suporte ao Afrika Korps contra forças anglo-americanas.

Após o fim da Campanha na África, Meyer foi incumbido de criar, no verão de 1943, o IV.(Pz)/SG 9 - o Gruppe IV (Panzerjagd) da Schlachtgeschwader 9 - uma unidade especializada em destruir blindados, equipada com Junkers Ju87G "Kanonevogel" e com o Henschell Hs129, do qual ele foi indicado Kommandeur. À frente desta unidade especializada ele infligiria pesadas baixas aos soviéticos em Byelgorod, Orel, Krivoi Rog e Uman, nos dramáticos combates de 1943/44.

(esq-dir): Generaloberst Alfred Keller entrega a Cruz de Cavaleiro para Werner Dörnbrack e Bruno Meyer, 1941.

Em julho de 1944 o agora Major Meyer foi transferido para um posto burocrático no Oberkommando der Luftwa ffe (OKL) onde permaneceu até 24.10.1944, quando se tornou Kommandeur do I/SG 104. Em março de 1945 ele voltaria a integrar o comando da Luftwaffe, onde permaneceu ate o fim das hostilidades, em 08.05.1945.

Tendo executado mais de 500 missões como piloto de assalto, e destruído mais de 50 tanques inimigos, o Major Bruno Meyer faleceu de causas naturais na Alemanha, no dia 16 de novembro de 1990, aos 75 anos de idade.

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