| Walter Krupinski, conhecido
pelos seus colegas como "Graf Pinski" (Conde Pinski) - devido às suas ori-gens
prussianas e seus modos polidos - não apenas voou entre os melhores pilotos do
mundo de sua época, como Adolf Galland, Otto
Kittel, Dietrich Hrabak, Erich
Rudorffer, Gerhard Barkhorn e Erich
Hartmann, como foi, ele próprio um dos maiores ases da Luftwaffe.
| Nascido em 11 de novembro de 1920 em Donnau,
na Prússia Oriental, Walter Krupinski cresceu na cidade de Braunsberg, sendo que
seu pai era veterano da I Guerra Mundial e dos Freikorps
- as forças paramilita-res que combateram os revolucionários comunistas no pós-guerra.
Incli-nado desde jovem para a vida militar, após a conclusão do curso colegi-al,
em 1938, Krupinski juntou-se à Marinha de Guerra alemã, pois não era sua intenção,
à princípio, ingressar na Força Aérea. Entretanto, logo depois, Krupinski
seria transferido para a Luftwaffe, inici-ando o seu treinamento como piloto de
combate, com a patente de Fah-nenjunker
em 1º de setembro de 1939 (coincidentemente o dia de início da 2ª Guerra Mundial),
na Escola de Cadetes de Berlin-Gatow, terminan do por finalizá-lo em Viena (Áustria)
em meados de 1940, quando foi co-missionado com o posto de Leutnant.
Designado para o 6./JG52 (6º Staffel
da Jagdgeschwader 52), Krupinski
foi incorporado a esta unidade em novembro de 1940. Embora tenha par-ticipado
de cerca de 30 missões sobre o Canal da Mancha, não chegou a obter nenhuma vitória
nesta frente, apesar de ter se envolvido em com-bates contra os pilotos da RAF.
Somente com o início da invasão da Uni |
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ão Soviética (Operação Barbarossa),
em junho de 1941 - para onde foi transferido o II/JG52 (Gruppe
II da JG 52) - é que Krupinski iniciou sua seqüência de vitórias no sul da Rússia,
derrubando seu primeiro adversário em setembro de 1941. Ao final daquele ano,
Krupinski já havia abatido um total de sete inimigos.
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Ele superaria a marca de 20 vitórias aéreas em maio de 1942 - quando foi condecorado
com o Ehrenpokal - e seu número de abates cresceria
ainda mais rapidamente duran te o verão daquele mesmo ano, quando Krupinski foi
con-decorado com a Cruz Germânica em Ouro em
22 de agos-to de 1942. Após um combate contra os caças soviéticos, em 25
de outubro de 1942, seu avião foi duramente atingido, forçan-do-o a saltar de
pára-quedas, a despeito de ter sido ferido. Finalmente, o Leutnant
Walter Krupinski foi condecorado com a Cruz de Cavaleiro
da Cruz de Ferro em 29.10.1942, após atingir a marca de 56 vitórias confirmadas.
| O final de 1942 encontraria Krupinski com um total
de 66 abates, sendo que, a partir de 01.01.1943 ele seria enviado para o Ergänzungsgruppe
Ost (Gruppe de Reserva do Leste) onde atuaria como instrutor de vôo. No entanto
sua estada longe do front duraria pouco, sendo que a partir de 15 de março de
1943 Krupinski foi desi-gnado para servir como Staffelkapitän
do 7./JG 52. Foi nesta época que ele encontrou pela primeira vez o jo-
| vem Erich Hartmann,
que se tornaria seu protegido e seu Rottenflieger.
A despeito de sua jovem idade, Krupinski se caracterizaria pelo estilo paternalista
para com os nova-tos, realmente se preocupando pelo bem-estar de seus su bordinados,
várias vezes cedendo vitórias que lhe seriam quase certas para os mais novos,
como meio de encora-já-los. Mas Krupinski era, também, um grande ás que
revelou-se implacável contra seus inimigos. No dia 05.07.1943, em plena Operação
Cidadela (conhecida como a Batalha de Kursk), ele derrubou nada menos que 11 aeronaves
adver-sárias (suas 80ª a 90ª vitórias), embora tenha vindo a se acidentar durante
a aterrissagem, culminando com a des-truição de seu Bf
109G-6 "weiße 9" (Wr.N. 20062). | |
Este pequeno revés, não serviu para diminuir o ímpeto
deste piloto. Krupinski finalmente alcançaria a "marca mágica" da 100ª vitórias
em 18 de agosto de 1943. Naquele mesmo ano, a 125ª vítima tombaria em 27 de se-tembro
e a 150ª em 12 de outubro. No dia seguinte, ao abater seu 154º adversário, Krupinski
tornou-se o res-ponsável pela 1000ª vitória aérea do 7./JG 52 (7º Staffel
da Jagdgeschwader 52).
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No início de 1944, a despeito dos reveses sofridos pelos a lemães na Frente
Russa, "Graf Pinski" continuou a adicio-nar vitórias ao seu total. Ao atingir
a marca de 174 vitórias aéreas, o já Oberleutnant
Krupinski foi convocado a com-parecer - junto com seu amigo Erich
Hartmann - ao Quar-tel-General de Hitler na Prússia Oriental (a Wolfsschanze),
em 04.03.1944 (ver
foto), para receber de suas mãos as Folhas de
Carvalho da Cruz de Cavaleiro, tornando-se o 415º soldado da Wehrmacht
a receber esta honraria.
Ainda naquele março de 1944, Krupinski alcançaria
sua 175ª vitória (no dia 9) e, no fim do mês, destruiria três tan-ques russos
T-34 em uma missão de suporte aéreo. Em 18 de abril de 1944, quando somava 177
vitórias, ele final-mente deixaria sua antiga unidade para servir na Defesa
do Reich, tornando-se Staffelkäpitan
do 1./JG 5 - esqua- |
drão conhecido como "Eismeer". Sua
permanência com esta unidade seria curta, pois seria novamente transferido, agora
para o II/JG11 "Graf", em meados de maio de 1944, desta vez para dar combate aos
aviões aliados que dariam suporte à tropas anglo-americanas que iniciavam a reconquista
da Europa.
| Em 27 de setembro de 1944, já promovido
a Hauptmann, Krupinski foi nomeado Gruppenkommandeur
do III./JG 26, onde permaneceu até 26 de março de 1945. Nesta data, Graf Pinski
foi convidado por Adolf Galland para integrar a JV 44,
onde pilotaria os fenomenais jatos Me262. Além
de alcançar duas vitórias a bordo da revolucionária aeronave, ele ainda testemunharia
o trágico acidente de Johannes Steinhoff e o desaparecimento
de Günther Lützow.
Capturado pelos americanos
em maio de 1945, Krupinski permaneceu em cativeiro por cerca de um ano. Após sua
libertação, graças à sua experiência como organizador, Krupinski serviria entre
1949 e 1955 no recém-organizado (pela CIA) serviço de inteligência alemão ocidental,
rece- | |
bendo treinamento em espionagem e contra-espionagem, atuando ativamente
para neutralizar elementos da KGB e da Stasi (A polícia secreta soviética
e alemã-oriental respectivamente) que eram infiltrados pelos comu nistas no incipiente
governo ocidental.
 | Posteriormente,
em 1956, Krupinski seria convidado a jun-tar-se à nova Bundesluftwaffe, onde se
tornou Comandante do Jagdbombergeschwader 33 e, nos anos 60, Chefe do Comando
Tático da Força Aérea alemã, atingindo o posto de Generalleutnant.
Entretanto, sua aposentadoria foi adi-antada no final de 1976 após um confronto
direto com o Mi nistro da Defesa, Georg Leber. Isto porque Leber criticou duramente
o ex-piloto de Stuka, Hans-Ulrich
Rudel, após ele ter visitado uma base da Força Aérea alemã (Rudel se-ria uma
persona non grata para o novo governo em razão de sua afinidade com o regime nacional-socialista).
Kru-pinski, também foi atacado por ter autorizado a visita, mas não se calou,
levantando-se em defesa de Rudel e contra-atacando aqueles
"democratas" cujo passado também era ligado aos partidos de esquerda da antiga
Alemanha. | Tendo voado mais de 1.100 missões de combate e
alcançado 197 vitórias confirmadas ao longo da II Guerra Mundial , o Generalleutnant
Walter Krupinski faleceu na Alemanha, vítima do Mal de Parkinson, em 07 de outubro
de 2000, pouco antes de completar 80 anos de idade.

Bf 109G-3 - Lt. Walter Krupinski, II./JG52 - Russia
| Ficha
do Piloto | |
Unidades: |
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Jagdgeschwader 52 |
- Staffelkapitän 7./JG 52
(3.43) |
| | -
Jagdgeschwader 5 |
- Staffelkäpitan
do 1./JG 5 |
| | -
Jagdgeschwader 11 | | |
| -
Jagdgeschwader 26 |
- Kommandeur
do III./JG 26 (27.9.44 - 25.3.45) |
| | -
Jagdverband 44 | | |
| Aeronaves: |
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Campanhas: |
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Promoções:
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