| Em certa ocasião, um Geschwaderkommodore
da Defesa do Reich ameaçou instaurar uma
corte-marcial para julgar o jovem, porém rebelde às, Oberleutnant
Alfred Grislawski. Entretanto, quando uma grande forma-ção de bombardeiros americanos
foi detectada pelas defesas alemãs, outro oficial e líder de caças decidiu anular
a ordem: "Grislawski deve liderar nossos caças! Quem mais pode liderar??" - foi
sua justificativa mais do que coerente. Essa pequena história resume bem as principais
características deste grande ás da Luft-waffe: a ousadia, a eficiência e o espírito
de liderança dignos de um detentor da Folhas de Carvalho.
|

| No entanto,
o filho durão de um mineiro, nunca sonhou em se tornar um piloto. Nascido em Wanne-Eickel
(Silésia, Alemanha) em 02 de novembro de 1919, Grislawski ape-nas buscou escapar
do trabalho duro nas minas de carvão ao se alistar nas Forças Armadas, quando
foi encaminha-do para a Luftwaffe no final de 1937. Após quase três anos de longo
treinamento, ele seria designado para servir na-quela que seria uma das mais famosas
unidades de caça da Força Aérea alemã: o 9º Staffel
da Jagdgeschwader 52 (9./JG 52), conhecido
como Karayastaffel, ainda com a pa-tente de Unteroffizier.
Engajado em plena Batalha da Inglaterra,
Grislawski al-cançaria sua primeira vitória em 01.09.1940. Entretanto, |
com a redução das operações naquela frente, já em preparação para a invasão
da União Soviética, nosso jo-vem piloto permaneceria sem novas vitórias até
o início da Operação Barbarossa, em junho de 1941. Como tantos outros ases
alemães, Grislawski alcançaria sua consagração sobre as infindáveis estepes da
Rússia. Seriam naqueles combates, que se forjaria a fama do Karayastaffel como
o Staffel mais bem sucedido da Luftwaffe.
Composto, além de Grislawski, de ases do calibre de Hermann
Graf, Heinrich Füllgrabe e Ernst Süss esta seria, paradoxalmente, "entre 1941
e 1943, a menos militarizada unidade da Luftwaffe", segundo palavras do próprio
Grislawski. Atuando primeiramente em missões de suporte aéreo, os quatro amigos
acumularam várias vitórias (na mesma medida que quase enlouqueciam seus superiores
com sua falta de disciplina).
Assim, enfrentando ainda um inimigo despreparado
e ator-doado, Grislawski rapidamente acrescentaria outras vitó- rias ao seu score
antes que o inverno de 1941 diminuís-sem suas atividades, sendo condecorado com
a Cruz de Ferro de 2ª Classe em 09 de setembro
de 1941 e com a Cruz de Ferro de 1ª Classe em
29 de outubro do mesmo ano, após sua 10ª vitória. O primeiro semestre de
1942 veria o Karayastaffel lutando no avanço sobre o Cáucaso em direção à Kharkov.
Gris-lawski, voando como ala de Hermann Graf ,demonstraria
a maturidade dos grandes pilotos, ganhando sua Cruz
Ger-mânica em Ouro, após superar a marca de 30 abates, em 30 de maio de 1942.
Finalmente, após alcançar a marca | 
|
de 40 vitórias confirmadas e ter voado 240 missões, o então Feldwebel
Alfred Grislawski seria condecorado com a Cruz de
Cavaleiro da Cruz de Ferro em 1º de julho de 1942. Pouco depois ele seria
condecorado com o Clasp de Vôo para Caças Diurnos
em Ouro com pendante.
 | Além
disso, foi durante sua permanência no Cáucaso, no outono de 1942, que Grislawski
foi incumbido pelo Ober-leutnant Walter
Krupinski a disciplinar e ensinar a prática dos combates aéreos a um jovem
novato: Erich Hartmann, que se tornaria o maior piloto
de todos os tempos e que receberia de seu professor o apelido de "Bubi". No
entanto, no início de 1943, Grislawski seria ferido em um combate e enviado para
casa em licença, atuando como instrutor por um breve período.
Ele somente
retornaria à sua unidade no início de abril de 1943, para lutar na cabeça de ponte
de Kuban (Cáucaso). Os alemães estavam, agora, na defensiva, e ao II./JG 52 (Gruppe
II da JG 52) caberia manter sua posição, baseado | em Anapa.
Assim, ele encontrou um cenário completamente diferente do que havia visto nos
anos anteriores.
| Suas primeiras missões após seu retorno
foram cautelo-sas, já que o inimigo passou a ser numericamente supe-rior, melhor
equipado e treinado, voando missões de es-colta de Stukas
à oeste de Novorossiysk. Em 19 de abril de 1943 ele alcançaria sua primeira vitória
após o retorno - sua 95ª - e, em 21 de abril, ele derrotaria seu 97º adver-sário
(um caça La-5).
Finalmente promovido a Leutnant,
Grislawski seria transfe-rido para a Frente Ocidental no verão de 1943 quando,
atendendo a um chamado de seu amigo Hermann Graf (já detentor
dos Diamantes da Cruz de Cavaleiro), ele passou
a integrar o JGr. 50 (Jagdgruppe 50) - uma unidade criada por Göring com a específica
função de abater os Mos-quitos da RAF. A partir
de então, Grislawski travaria uma | |
guerra completamente diferente: a Defesa
do Reich. Embora estivesse voando novamente com seus amigos Graf, Süss e Fullgrabe,
ele não alcançaria o sucesso esperado e a unidade seria extinta no final do verão
de 1943. Foram, então, todos transferidos para a JG 1 onde Grislawski permaneceria
mesmo após a partida de Graf para comandar a JG 11.
 | Designado
Staffelkapitän do 1./JG 1 em 06 de
novembro de 1943, o já Oberleutnant Grislawski
se tornaria um dos grandes especialistas na derrubada de quadrimotores a-mericanos:
na verdade ele abateria ao menos um bom-bardeiro em cada encontro que ele teve
com os quadri-motores da 8ª Força Aérea Americana.
Em 11 de abril de 1944
o Hauptmann Alfred Grislawski se tornou o
446º soldado da Wehrmacht a ser conde-corado
por Hitler com as Folhas de Carvalho da Cruz de Cavaleiro
da Cruz de Ferro, ao alcançar a marca de 114 vitórias aéreas confirmadas.
Em agosto de 1944 ele dei-xaria sua unidade para liderar o 11./JG 53 - onde
alcan çaria suas últimas vitórias: dois bombardeiros B-17
abatidos em 12 de setembro, na área |
| de Berlim; e um P-38 Lightning
em 26 de setembro de 1944 ao sul de Dül-men.No mesmo dia que alcançava sua última
vitória, Grislawski seria seria mente ferido, ao ser abatido por um caça do 479th
Fighter Group da USAF. Em suas palavras: "Eu já tinha testemunhado um Feldwebel
de meu esquadrão ser metra-lhado enquanto pendurado em seu pára-quedas, então,
quando eu saltei eu decidi cair em queda livre e abrir meu pára-quedas apenas
no último mo-mento. No entanto, eu estava muito baixo para fazer qualquer cálculo
cor-reto. Assim, ele só abriu completamente quando eu já estava muito pró-ximo
do solo. O impacto foi terrível. Eu caí de costas e quando tentei le-vantar fui
atingido por uma onda de dor que foi tão forte que eu desmaiei." Ele não
mais voaria durante a guerra, permanecendo o resto do período do conflito em convalescença.
Capturado pelos aliados, Grislawski se tornaria um dos primeiros prisioneiros
a ser libertado, já que seus interrogadores descobriram que ele nunca tinha pertencido
à Juventude Hitlerista ou ao Partido Nazista - razão pela qual ele nunca foi condecorado
por Göring com o Troféu
de Honra da Luftwaffe. | |
O Hauptmann Alfred Grislawski voou, durante a guerra, cerca de 800
missões de combate, tendo derrubado 133 aviões adversários - 109 na Rússia e 24
no Ocidente - dos quais 18 foram bombardeiros pesados quadri-motores. Não tendo
se juntado à Bundesluftwaffe após a guerra, o Hauptmann Alfred Grislawski faleceu
na Alemanha, de causas naturais, no dia 19 de setembro de 2003, aos 83 anos de
idade

Bf 109F-4, Uffz. Alfred Grislawski, 9./JG 52 - URSS, 1941

Bf 109G-6, Hptm. Alfred Grislawski, 1./JGr. 50 - Wiesbaden-Erbenheim, Setembro
1943.

Fw 190A-7,
Hptm. Alfred Grislawski, Staffelkapitän 1./JG1 - Deelen/Holanda - Novembro 1943
| Ficha
do Piloto | |
Unidades: |
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| -
Jagdgeschwader 52 | |
| | -
Jagdgruppe 50 | | |
| -
Jagdgeschwader 1 |
- Staffelkapitän 1./JG 1 |
| | -
Jagdgeschwader 53 |
- Staffelkapitän
11./JG 53 |
| |
Aeronaves: |
| | Campanhas:
| | |
Promoções:
| | |
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