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O Major Heinrich Ehrler foi, sem dúvida,
o ás mais injustiçado pelo Alto Comando alemão durante a II Guerra Mundial.
Isto porque seus superiores preferiram escolhe-lo como culpado por um
incidente no qual nada pôde fazer, ao invés de reconhecê-lo como um
de seus melhores pilotos. Nascido em 14 de setembro de 1917, na cidade
de Oberbalbach, Estado de Baden (Alemanha), Heinrich Ehrler iniciou
sua carreira militar em um regimento de Artilharia do Exército em 1935,
aos 18 anos de idade.
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No ano seguinte Ehrler foi transferido, com a patente de Unteroffizier,
para a Luftwaffe onde serviu junto a uma unidade de bateria antiaérea
(Flak). Com esta unidade, ele
seria deslocado para a Espanha, participando da Guerra
Civil naquele país como artilheiro.
Após seu retorno à Alemanha, Ehrler transferiu-se para o curso
de pilotos de caça, vindo a concluí-lo no início de 1940.
Incorporado ao 4º Staffel
da Jagdgeschwader 77
(4./JG77), Ehrler alcançou sua primeira vitória, durante a Blitzkrieg,
em maio de 1940, ao abater um bombardeiro Blenheim
da RAF, o que lhe valeu a Cruz de Ferro de
2ª Clas-se. No entanto, o início de sua carreira seria lento,
tendo que desenvolver cuidadosamente suas táticas de combate.
Consequentemente, sua segun-da vitória só viria em 19 de fevereiro
de 1941.
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Ao mesmo tempo, em 1º de fevereiro de 1941 o 4./JG77
foi redesignado 4./JG5 (4º Staffel
da Jagdgeschwader 5, conhecido
como "Eismeer"). Com o início da Operação Barbarossa
- a invasão da União Soviética, a JG 5 atuaria exclusivamente no
extremo norte do front russo - o chamado Front Ártico - até 1944,
abrangendo, além da URSS, também a defesa da costa da Noruega, a
partir de bases neste país e na aliada Finlândia. Nesta unidade
Ehrler se tornaria um amigo próximo de outro grande ás da Luftwaffe:
Theodor "Theo" Weissenberger. Até
o final de 1941, Ehrler acumularia um total de 11 vitórias confir-madas
e havia sido condecorado com a Cruz de Ferro
de 1ª Classe. |
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Entre janeiro e setembro de 1942 Ehrler derrubaria um total de
54 adversários. O seu empenho começou a lhe render frutos e, pouco
depois de sua transferência para o 6./JG5, em maio de 1942, Ehrler
abateu seu 35º adversário, fato que lhe valeu o Troféu
de Honra da Luftwaffe em 20 de julho de 1942. Ele ainda seria
alçado ao posto de Staffelkapitän
do 6./JG 5 em 22 de agosto de 1942. Mais importante ainda, em
04 de setembro deste mesmo ano, após obter sua 64ª vitória aérea,
o Oberleutnant Heinrich Ehrler
foi condecorado com a Cruz de Cavaleiro da
Cruz de Ferro.
Promovido a Hauptmann e condecorado
com a Cruz Germânica em 18 de março de
1943, Ehrler se engajaria em um violento combate em 27 de março
de 1943, quando abateu em alguns minutos cinco Kittyhawks
e Airacobras soviéticos. Enquanto tentava
abater outro caça, ele foi atingido por fogo adversário, sendo
obrigado a abandonar o combate e retornando à sua base com ferimentos
leves.
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Ehrler foi designado Gruppenkommandeur
do III./JG 5 (Gruppe III da
JG 5) em 01 de junho de 1943. Cinco dias depois, ele abateu quatro
Hurricanes russos - suas vitórias
de número 96 a 99 - e, finalmente, atingiu a marca de 100 vitórias
no dia seguinte. À esta altura a Luftwaffe enfrentava uma Força
Aérea Soviética cada vez mais poderosa, tendo que assumir um papel
defensivo mas, ainda assim, envolvendo-se em combates cada vez
mais violentos. Como resultado direto, o número de vitórias dos
ases alemães aumentou sensivelmente, refletindo a inferioridade
numérica a que estavam sujeitos, e Ehrler não foi exceção: em
02 de agosto de 1943 ele alcançava a marca de 112 vitórias aéreas,
tornando-se o 265º soldado da Wehrmacht
a ser condecorado por Hitler com as Folhas
de Carvalho da Cruz de Ferro.
Suas vitórias prosseguiram com incrível freqüência: em 17 de
março de 1944 ele abateu oito aeronaves adversárias, atingindo
a marca de 131 abates. Seu melhor dia, no entanto, viria em 25
de maio de 1944, quando derrubou nada menos que nove aviões soviéticos,
elevando sua marca para 155 vitórias aéreas.
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Em 01 de agosto de 1944 Ehrler foi designado para ocupar a posição
de Geschwaderkommodore
da JG5. Dentre as várias regiões que estavam sob sua responsabilidade,
encontravam-se os fiordes da Noruega, onde estava ancorado o último
grande navio da Kriegsmarine:
o encouraçado de 50.000 toneladas TIRPITZ, então ancorado em Tromsö
- que também deveria ser defendido pelo Major
Ehrler e sua unidade. Entretanto, essa incumbência se revelaria sua
ruína.
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No início de novembro de 1944, Ehrler possuía um total de 199
vitórias e já havia sido indicado para as Espadas
das Cruz de Cavaleiro.
Mas, em 12 de novembro, a RAF desfechou um ataque com 32 bombardeiros
Lancaster do 617th Bomber Squadron,
que acertaram três bombas de 5 toneladas no TIRPITZ, que afundou
levando consigo mais de 1000 marinheiros alemães. O fato é que
os caças da JG5, liderados pelo pró-prio Ehrler, chegaram apenas
alguns minutos após o ataque ter acabado. Embora hajam boatos
que Ehrler, aparente-mente, estava entretido com uma namorada,
a questão é mais complicada.
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Na verdade o fracasso na interceptação dos bombardeiros ingleses deu-se
devido a uma falha no sistema de comunicações entre os controladores
de vôo e a base dos caças e, além disso, na demora de se descobrir qual
o alvo do ataque. Embora a RAF tenha voado em espaço aéreo neutro para
efetuar o ataque, o que teria prejudicado de qualquer maneira a reação
alemã, caso os alemães tivessem chegado a tempo, os atacantes teriam
sido massacrados facilmente, mas não foi isso que aconteceu. E o Alto
Comando precisava de um culpado.
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Embora tenha, por fim, alcançado sua 200ª vitória
em 27 de novembro, as Espadas da Cruz de Cavaleiro
nunca lhe foram concedidas e Ehrler foi exonerado de seu comando
pouco depois. Ele foi levado à corte marcial, considerado culpado
de negligência (a acusação afirmou que ele estaria mais preocupado
em obter sua 200ª vitória do que proteger o navio) e sentenciado
à morte - o perfeito bode expiatório. No entanto, tendo em vista
a escassez de pilotos experientes que afligia a Luftwaffe nesta
época e a intervenção de seu amigo Theodor
Weissenberger a pena foi comutada para três anos de trabalhos
forçados, a serem cumpridos após o término da guerra. |
Com certeza as acusações feitas e a sentença que lhe foi dada, definitivamente
quebrou o espírito de combate de Ehrler mas Weissenberger ainda conseguiria
a transferência dele para a unidade que estava comandando àquela altura:
a Jagdgeschwader 7. Na JG 7 - que operava os revolucionários caças à
jato Me 262, ante-riormente do Kommando Nowotny
-, Ehrler foi incorporado ao respectivo Geschwaderstab
em 27 de fevereiro de 1945. Nesta unidade, ele alcançaria suas últimas
oito vitórias, todas à bordo do Me 262 enquanto enfrentava os bombardeiros
aliados que assolavam a Alemanha.
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Em 04 de abril de 1945 os caças Me 262
alçaram vôo mais uma vez para enfrentar os bombardeiros americanos.
Nesta missão Ehrler abateu dois quadrimotores B-17s
da USAAF na localidade de Stendal (Alemanha), enquanto voava com
o Kommodore Weissenberger.
Durante o caos do combate "Theo" Weissenberger ouviu Ehrler dizer
pelo rádio transmissor:
"Theo! Minha munição acabou! Eu vou abalroar este últi-mo!
Auf Wiedersehen! Verei você em Walhalla!"
Em seguida Theo e outro piloto observaram enquanto Ehrler arremessava
seu avião contra um dos gigantescos
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bombardeiros. Ele não retornou dessa missão, e seu corpo foi encontrado
em 06 de abril em Stendal, onde foi enterrado em 10 de abril de 1945.
Heinrich Ehrler havia voado mais de 400 missões, durante as quais alcançou
a marca de 208 vitórias confir-madas, sete das quais eram bombardeiros
quadrimotores e oito a bordo do revollucionário jato Me
262, o que lhe assegura a posição histórica de 10º maior ás da Luftwaffe
e de todos os tempos.

Bf 109G-2 - Hptm. Heinrich Ehrler, Staffelkapitän 6./ JG 5 - Petsamo/Finlândia - março, 1943

Bf 109G-6 - Hptm. Heinrich Ehrler, Kommandeur III./JG 5 - Petsamo/Finlândia - junho,1943
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Ficha do Piloto
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Unidades:
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- Jagdgeschwader
77 |
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- Jagdgeschwader 5 |
- Staffelkapitän 6./JG 5 (8.42
- )
- Kommandeur III./JG 5 (6.43 - 5.44)
- Kommodore (5.44 - 2.45) |
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- Jagdgeschwader
7 |
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Aeronaves:
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Campanhas:
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Promoções:
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