Com o início da Blitzkrieg,
em setembro de 1939, os alemães haviam demonstrado claramente para as
de-mais potências a importância do carro blindado como um dos elementos-chave
na guerra moderna. Con-sequentemente, à medida que o conflito se prolongou,
o número de tanques (bem como seu tamanho, blin-dagem e armamento) aumentou
de modo assombroso. Na frente russa, por exemplo, toda a estratégia do
Exército Vermelho, a partir dos fins de 1942, baseava-se em ataques maciços
de grandes formações blin-dadas, compostas pelo notável T-34.
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Naturalmente, tal fato levou à sua reação lógica: o de senvolvimento
de armas que pudessem destruí-los, e o Henschel Hs 129 foi o único
avião desenhado du-rante a II Guerra Mundial com o fim específico
e ex-clusivo de lutar contra os carros de combate - daí o apelido
que ganhou de suas tripulações: Fliegender Büchsenöffner (literalmente
"Abridor de Latas Voa-dor"). Obviamente existiram outros aparelhos
adequa dos para este tipo de missão, como os alemães Fw
190G, Bf 110 e o mais conhecido Ju
87G "Kanon-envogel", além do russo Il-2 Sturmovik,
mas nenhum somente com esta finalidade.
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No início da Luftwaffe, em 1935, se pensava que os aviões desempenhariam
um pequeno papel nos campos de batalha, sendo que aqueles que fossem demasiadamente
armados seriam necessariamente lentos e fáceis de destruir. Entretanto,
o resultado das experiências na Guerra Civil Espanhola
demonstrou que, ainda que os aviões não fossem decisivos, poderiam contribuir
grandemente para o desfecho dos combates.
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Deste modo, por volta de 1937, a Luftwaffe lançou as especificações
para uma aeronave bimotor armada com canhões de 20mm, do menor tamanho
possível e dotado de uma cabina blindada. Com base nestas diretrizes,
o engenheiro F. Nicholaus da Henschel de-senvolveu um projeto equilibrado
longitudinalmente, semelhante aos caças bimotores da época, mas
dotado da blindagem exigida e com motores menos potentes - no caso
dois Argus As410A-1 de 495cv refrigerados a ar e com 12 cilindros
em "V" invertido.
A célula que abrigava o piloto localizava-se bem à frente do avião
e era protegida por um pára-brisa blindado de 73mm de espessura,
além de uma forte
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proteção lateral e inferior. Por fim, sua incomum fuselagem triangular abrigava
tanques de combustível auto-lacráveis.
Entretanto, os aparelhos de pré-produção, denominados Hs 129A-0 sofreram
severas objeções pelos pilotos de prova, tendo em vista a potência excessivamente
baixa de seus motores, razão pela qual o avião tendia a ter perdas de
sustentação em vôos de ataque a baixa altitude. Rapidamente esses primeiros
exemplares foram vendidos, sendo utilizados pela Força Aérea da Romênia,
que os utilizaram na Frente Russa.
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O primeiro protótipo de produção, então denominado Hs 129B-0,
estava previsto para voar no final de 1940, mas sérios problemas
atrasaram o programa, sendo que as primeiras unidades apenas chegaram
ao front em 1942. Esta nova série foi redesenhada e utilizava motores
mais potentes Gnome-Rhône 14M que eram produzidos pelo governo "fantoche"
francês de Vichy. Eram dotados de 14 cilindros radiais e desenvolviam
uma potência de 690cv.
As primeiras unidades a empregar o Hs129 foram o 4./Sch.G1 (4º
Staffel da Schlachtgeschwader
1) que u-tilizou o aparelho em operações no Cáucaso - na qual
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os resultados foram satisfatórios -, e o 4./Sch.G2, que o empregou no norte
da África, onde ficou aquém do esperado. Mesmo assim, ficou demonstrada
a necessidade de aprimoramento de seu armamento ofensivo.
Quanto ao armamento, o Hs 129 também passou por constantes aperfeiçoamentos.
Enquanto os modelos da série "A" possuíam quatro metralhadoras
MG17 (de 7,92mm), aqueles que pertenceram à linhagem "B" foram dotados
de uma variedade muito maior de armas.
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O Hs 129B-1/R1 possuía, além da MG17, dois ca-nhões
MG151 de 20mm embutidos nas laterais do avião, ao que se adicionaram
duas bombas de 50kg ou, ainda, 48 bombas de fragmentação de 2kg.
A versão B-1/R2 tinha apenas um canhão Mk101 de 30mm embaixo da
fuselagem - o primeiro avião a em-pregar tal calibre -, que finalmente
o tornou muito mais efetivo contra os tanques adversários, com exceção
apenas dos modelos mais pesados, os quais deveria atacar pela retaguarda,
onde a blindagem era mais fraca. Além disso, acrescentou-se uma
bateria adici-onal de quatro metralhadoras MG17 (modelo B-1/R3),
bombas SD4 de 4kg, muito adequadas para penetrar blindagens.
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Os modelos seguintes foram as versões B-1/R-4, que tinha duas metralhadoras
MG17 embutidas nas laterais da fuselagem e podia transportar até 250kg de
bombas e B-1/R5, no qual foi instalada uma câmara fotográfica vertical para
fins de reconhecimento.
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Em meados de 1943 a maioria dos Hs 129 em ope-ração estavam equipados
com estes canhões de grande eficácia como arma anti-tanque. À medida
que os soviéticos foram incrementando a produção de seus tanques
bem como seu desempenho, foi-se acelerando o desenvolvimento de
unidades destina-das especificamente em combater as grandes forma-ções
blinda-das soviéticas.
Surgiu, então a versão Hs 129B-2, que incorporou algumas mudanças
radicais, como a troca das MG17 pelas MG131
(com calibre de 13mm), maior cadência e poder de fogo. Entre os
subtipos que derivaram desta série, os que mais se destacaram foram
aque-
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les que empregavam os canhões antitanque BK 3,7 e BK 7,5 - respectivamente
de calibres 37mm e 75mm.
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O poderosíssimo canhão antitanque BK7,5 de 75mm era notável: pesava
1.500kg e disparava um projétil encamisado de tungstênio de 3,2kg
a uma velocidade de 933 m/s. Esta munição podia penetrar uma blin-dagem
de 133mm a uma distância de 1.000 metros. O cano deste canhão projetava-se
2,5m à frente do nariz da aeronave. Graças ao sucesso do experi-mento,
desenvolveu-se o Hs 129B-3/Wa, que utilizava o Pak40L, com uma velocidade
de tiro de 40 disparos por minuto - embora um único disparo bem
colocado fosse suficiente para destruir um blindado.
Outro armamento utilizado pela mesma séria era uma bateria de tubos
lançadores de foguetes de 75mm, disparando projéteis sem recuo para
baixo e
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para trás, utilizando um dispositivo automático que era ativado à
medida que o aeroplano sobrevoava objetos de metal.
A produção total do Henschel Hs 129 foi de cerca de 870 unidades (das
quais 841 da série B), até o término da produção, que se encerrou
no final de setembro de 1944.
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Histórico
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Séries:
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Categoria(s):
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Tripulantes:
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Primeiro Vôo:
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Primeira entrega:
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Última entrega:
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Ficha Técnica
- Hs 129B-1
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Motor:
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2 x Gnôme-Rhône GR14M 04, 14 cilindros |
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Potência:
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Dimensões:
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Envergadura:...................................... |
14,20 m |
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Comprimento:..................................... |
09,75 m |
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Altura:................................................. |
03,25 m |
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Pesos:
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Vazio:.................................................. |
4000 kg |
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Máximo:............................................. |
5100
kg |
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Desempenho:
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Vel. cruzeiro:...................................... |
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Vel. máxima:...................................... |
408 km/h |
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Vel. ascensão:.................................... |
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Autonomia:......................................... |
880 km |
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Teto serviço:...................................... |
9000 m |
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Armamento(s):
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2 x MG17 de 7.9mm e 2 x MG151/20
250kg de bombas |
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