Desenhado para atender um requerimento
oficial, datado de 1933, para um bombardeiro de mergulho, o Henschel Hs-123
era um biplano monoposto de construção metálica utilizando tecido apenas
na cobertura das porções traseiras das asas e superfícies dos controles,
com cockpit aberto e trem de pouso fixo. Impulsionado por um motor radial
BMW 132A-3 de 650 HP, o protótipo voou em 1935 e rapidamente estabeleceu
sua superioridade sobre seu concorrente Fieseler Fi 98.
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O terceiro protótipo foi o primeiro a ser armado, utilizando duas
metralhadoras MG17 de 7,92mm, montadas sobre a fuselagem. Os três
primeiros aviões foram então levados para Rechlin (onde ficava a
base de testes da Luftwaffe) em agosto de 1935 para uma avaliação
mais intensa. No curso desta, dois deles foram perdidos quando suas
asas se desprenderam em mergulho.
O quarto protótipo já incorporava as mudanças estruturais introdu-zidas
para superar esse problema e ordens iniciais de produção em série
foram feitas pela Luftwaffe, designando-se o avião de série Hs-123A1.
O motor definitivo era o radial BMW 132Dc de 9 cilindros e 880HP
e, em adição à duas MG17, um suporte para uma bomba de 250kg (ou
tanque externo de combustível) foi incluí do sob a fuselagem, além
de suportes para quatro bombas de 50kg sob as asas. A sua produção
ficou à cargo das fábricas da Henschel em Schonefeld e Johannisthal.
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A despeito da companhia ter construído dois outros protótipos melhorados,
o primeiro sendo o Hs-123B com um motor BMW 132K de 960 HP e o segundo,
chamado Hs-123C, tendo um outro par de MG17 e cockpit fechado, a Luftwaffe
expressou sua preferência pelo recém projetado Junkers Ju-87 Stuka e a
produção do Hs-123 cessou.
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Com isso, a carreira do Hs-123 como um bombardeiro de mergulho
de primeira linha foi curta: os primeiros aviões entraram em serviço
com o 1./StG 162 (1º Staffel do Stukageschwader 162) no outono de
1936, mas começaram a ser substituídos pelo Stuka no final de 1937.
Cinco Hs-123A foram fornecidos à Legião Condor na Espanha em dezembro
de 1936, onde participaram de vários combates com grande sucesso,
a despeito da ausência de comunicação com as tropas terrestres.
Após a guerra civil, o governo espanhol não somente adquiriu os
cinco aviões como também encomendou outros 11. Esses serviram no
serviço ativo até 1943, quando virtualmen te todos tinham sido destruídos
em acidentes.
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O avião também viu serviço operacional no papel de apoio terrestre nos
dias iniciais da campanha da Polônia, no final de 1939, e nas campanhas
da Bélgica e França na primavera de 1940. Mas os últimos exemplares somente
seriam retirados de campo em 1944.
Nestas batalhas o Hs-123 logo ganhou uma reputação de ser uma aeronave
bem construída, confiável e que suportava bem os rigores de climas adversos.
Embora a Luftwaffe o tenha substituído pelo Junkers Ju-87, que era tecnicamente
um avião superior, no uso operacional ele não atingia resultados muito
melhores que o Hs-123. Para se ter uma idéia de sua reputação, ainda nos
idos de 1944, haviam algumas vozes na Luftwaffe que solicitavam a retomada
da produção deste impressionante biplano.
Apoio Terrestre
Em 1937 o Junkers Ju87 Stuka estava começando a substituir o Hs-123A
nos Stukagruppen, e o biplano passou, então, a ser visto mais como um
avião de apoio terrestre do que como um bombardeiro de mergulho. Havia
um debate dentro da Luftwaffe sobre os respectivos méritos de cada especialidade
e os defensores dos bombardeiros de mergulho foram vitoriosos, de modo
que ao Stuka também foi dado o papel de apoio terrestre, o que significou,
como visto, o fim da produção do Hs-123.
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No final de 1938, depois da crise dos Sudetos ter acabado, as poucas
unidades de apoio terrestre foram dispersadas. De qualquer modo,
uma delas (o Schlachtfliegergruppe 10) foi mantida e incorporada
ao Lehrgeschwader 2 como seu Gruppe II (Schlacht). Quando a guerra
eclodiu em setembro de 1939, ela era a única unidade de frente equipada
com o Hs-123, já que as demais unidades já o tinham repassado às
unidades de treinamento.
Na campanha da Polônia, o II (Schlacht)/LG 2 liderou o assalto
aéreo contra as forças polonesas no primeiro dia da guerra. Armados
com bombas de 50kg sob as asas com metralhadoras MG17, os Hs-123
voaram a apenas poucos metros acima das cabeças das brigadas de
cavalaria inimigas por dez dias consecutivos. Nestas missões, mais
efetivo que o próprio armamento era o aterrorizante barulho do motor
radial BMW, que era tão efetivo quanto as bombas em dispersas as
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tropas montadas. Deste modo, o Hs-123 foi tão efetivo na invasão que os
planos para reequipar o II (Schlacht) /LG 2 foram imediatamente suspensos.
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O próximo alvo da unidade foi a Bélgica, atuando em apoio ao 6º
Exército durante sua ofensiva relâmpago de 10 de maio de 1940.
A primeira missão foi direcionada contra os sapadores belgas que
tentavam destruir as pontes sobre o Canal Albert. Varrendo os alvos
através de Luxemburgo e as Ardennas, o II (Schlacht)/LG 2 tornou-se,
em 21 de maio de 1940, a unidade da Luftwaffe situada na posi- ção
mais avançada do front, ao alcançarem Cambrai
Após a vitória sobre a França, o II (Schlacht)/LG 2 foi enviado
de volta à Alemanha para ser finalmente reequipado com os mais modernos
Bf 109E, mas o
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Hs-123 já tinha construído uma reputação lendária em razão de sua habilidade
em absorver danos de comba-te, e o Gruppe foi apenas parcialmente modernizado.
Na Frente Russa
Depois de uma campanha breve nos Bálcãs em abril de 1941, o II (Schlacht)/LG
2 juntou-se ao esforço da Luftwaffe na invasão da URSS em junho de 1941.
Incorporado ao recém criado Schlachtgeschwader 1 (Schl.G 1), novamente
o Hs123 provou sua capacidade considerável de efetuar missões de apoio
terrestre com eficácia.
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Equipados com quatro bombas SC 50 (50kgs) e dois canhões MG FF
de 20mm ou com containers carregando 92 bombas antipessoais SC (de
2kg) sob as asas, além de um tanque de combustível adicional, o
Hs-123 provou ser tão eficaz que vários oficiais requisitaram constantemente
o retorno da produção.
Quando o tempo era por demais úmido ou frio e a neve derretida
impedia o uso dos trens de pouso convencionais, o Hs-123 era então
equipado com esquis e continuava a operar.
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No entanto, sem aviões novos para substituir as perdas, o número de aviões
disponíveis diminuiu drasticamen-te e, quando os últimos foram retirados
da linha de frente em meados de 1944, haviam sido reunidos todos no II/Schlachtgeschwader
2.
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Histórico
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Séries:
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Categoria(s):
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Bombardeiro de mergulho
Ataque ao solo |
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Tripulantes:
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Primeiro Vôo:
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Primeira entrega:
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Última entrega:
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Ficha Técnica
- Hs 123A-1
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Motor:
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BMW 132 Dc de nove cilindros |
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Potência:
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Dimensões:
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Envergadura:...................................... |
10,50 m |
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Comprimento:..................................... |
08,33 m |
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Altura:................................................. |
03,20 m |
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Pesos:
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Vazio:.................................................. |
1.500 kg |
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Máximo:............................................. |
2.200 kg |
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Desempenho:
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Vel. cruzeiro:...................................... |
315 km/h |
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Vel. máxima:...................................... |
340 km/h |
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Vel. ascensão:.................................... |
900 m/min |
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Autonomia:......................................... |
860 km com tanque convencional |
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Teto serviço:...................................... |
9000 m |
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Armamento(s):
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2 x MG17 disparando para a frente, na parte superior
da fuselagem;
4 x bombas de 50kg ou dois containers com 92 bombas de 2kg;
ou dois canhões MG FF em suportes sob as asas.
4 x bombas de 50kg ou 1 x bomba de 250 kg. |
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