Focke-Wulf Fw 190
"Würger/Dora-9"

Fw 190A-5 do Flying Heritage Collection.


Durante os anos em que a Luftwaffe e a RAF lutaram pelo controle do Canal da Mancha, principalmente entre 1941 e 1944, pôde-se observar uma verdadeira corrida tecnológica entre ingleses e alemães para desenvolver aviões melhores e mais versáteis, verdadeiras máquinas de guerra que seriam comandadas pelos mais hábeis pilotos de ambos os lados. Os britânicos apostaram no seu venerável Spitfire. Os alemães vieram, em 1941, com o novíssimo Focke-Wulf Fw 190, apelidado de "Würger" - "pássaro açougueiro".

Foi uma descoberta desagradável. Os pilotos da RAF haviam conseguido conter a Luftwaffe durante a Batalha da Inglaterra mas, agora, eram novamente obrigados a enfrentá-la. Contudo, não tinham previsto o aparecimento do fantástico Focke-Wulf Fw 190.

Os novos caças alemães com motor radial, ultrapassaram facilmente os Spitfire Mk V. Possuíam a mesma manobrabilidade dos aviões britânicos mas eram muito mais rápidos. Por fim, quando a RAF conseguiu capturar um exemplar, em 1942, percebeu-se que as más notícias ainda estavam para chegar. Com efeito, o 190 mostrou-se mais veloz do que qualquer caça britânico ou norte-americano e, com quatro canhões e duas metralhadoras pesadas, a ágil "Ave de Rapina" alemã podia destruí-los com muita facilidade. As suas reduzidas dimensões e notável manobrabilidade eram ideais para um caça, bem como a grande visibilidade que o cockpit permitia. Era consideravelmente robusto e o trem de aterrissagem, de bitola larga, permitia-lhe operar mesmo em pistas improvisadas. Foram precisos dois preciosos anos para que os Aliados conseguis-sem superar o novo caça da Luftwaffe.

Hoje em dia o Focke-Wulf Fw 190 é visto, ao lado do Supermarine Spitfire, Vought Corsair e do North Ameri-can Mustang como um dos melhores caças da Segunda Guerra Mundial. Mas, de onde ele viera?



Um avião bastardo

Ironicamente, aquele que seria visto como o melhor caça alemão do conflito teve um início de carreira onde era apenas uma solução alternativa para o uso de motores radiais - sendo quase um projeto desacreditado.

Isto porque, embora tivesse sido desenvolvido como o sucessor do Messer-schmitt Bf 109, as autoridades do Oberkommando der Luftwaffe (OKL) nunca acreditaram que ele pudesse superar o sucesso operacional alcançado pelo avião de Willy Messerschmitt. Mas o tempo provaria que eles estavam absolu-tamente equivocados.

Projetado em 1937 pelo lendário Kurt Tank para substituir a primeira geração de caças Bf 109, o projeto previa a utilização de dois motores: em linha ou radiais.

Os dois primeiros protótipos voaram em 1º de junho de 1939 sob comando de Hans Sander, e tinham uma carenagem aerodinâmica para reduzir o arrasto, o que foi logo descartado pois causava superaquecimento do motor.
O projetista chefe da Focke-Wulf e criador do Fw 190, Kurt Tank.
Fw 190V1.
Devido à pequena oferta de motores em linha, rapida-mente optou-se pela utilização dos radiais, sendo que a escolha final recaiu sobre o BMW 801 de 14 cilindros e refrigeração forçada por ventoinha. Após alguns testes efetuados com nove Fw190A-0 de pré-série, decidiu-se ampliar o tamanho de suas asas, que passaram de 15m² para 18,30m².

Os testes evoluíram por todo ano de 1940, sendo que os pilotos da Luftwaffe se mostraram eufóricos com o
novo caça, alentando apenas que seu armamento, de quatro metralhadoras MG17 de 7.92 mm, era demasiadamente fraco. De qualquer forma, a produção de 100 aparelhos A-1 iniciou-se em Hamburgo e Bremen, sendo concluída no final de maio de 1941. Esses aviões já estavam equipados com o motor BMW 801C de 1600 HP, que o fazia atingir a velocidade de 624 Km/h.



Uma Arma Letal

As primeiras unidades foram entregues ao 6./JG26 (6º Staffel da Jagdgeschwader 26), baseado em Le Bourget, sendo que travaram seus primeiros combates contra os Spitfire V no mês seguinte. Os novos caças mostraram-se superiores, mas as críticas ao armamento levaram ao surgimento da versão A-2, equipada com dois canhões MGFF de 20 mm nas asas e duas MG17 sob o capô do motor, atingindo 614 Km/h.

O batismo de fogo da nova versão, ocorreu durante a chamada Operação Donnerkeil-Cerberus, também co-nhecida como a Corrida do Canal, em 12 de fevereiro de 1942. Nesta missão os 190 do II e III Gruppen do JG26, providenciaram cobertura para os encouraçados Scharnhorst e Gneisenau e para o cruzador Prinz Eu-gen, enquanto navegavam do porto francês de Brest em direção aos ancoradouros de Kiel e Wilhelmsha-ven. A despeito disso implicar em navegar em pleno Canal da Mancha sob ataque constante da RAF, a missão foi um sucesso retumbante com todos os na-vios chegando ao seu destino. No final de março a JG26 já encontrava-se totalmente equipada com essa nova versão, o que levou os ingleses ao desespero.
Schwarm de Fw190A-2 do 7./JG2.

A produção do Fw 190 foi acelerada, envolvendo oito empresas, além da Focke-Wulf, em sua manufatura. A-inda em março surgiu a versão A-3, equipada com motor BMW 801D-2, que desenvolvia 1700HP, e trazia um armamento de quatro canhões 20 mm e duas metralhadoras de 7.92 mm. Além de equipar a JG26, o A-3 também foi entregue a JG2 "Richthofen". Em junho de 1942, os ingleses finalmente conseguiram capturar um A-3 intacto que fez um pouso na Inglaterra após ficar desorientado. Contudo, as informações obtidas não seriam muito úteis.
Fw 190A-4 baseado na  França durante o verão de 1942.Em 19 de agosto de 1942, os ingleses fizeram a pri-meira tentativa de invasão da Europa, em Dieppe (França). Essa batalha marcou a estréia dos novos Spitfire IX e Hawker Typhoon. Entretanto, a Luftwaffe tinha prontos cerca de 200 Fw 190A-4, equipados com motor BMW 801D-2 com injeção de água, que elevava sua potência para 2100 HP e sua velocidade máxima para 670 Km/h. Além disso, já estava em serviço a versão A-3/U1 que podia transportar bombas.

O resultado não poderia ter sido mais catastrófico para os britânicos. Além do desembarque ter sido re-pelido, a RAF perdeu 106 aviões - 97 dos quais aba-tidos pelos Focke-Wulf. Nesse dia o então Leutnant
Josef Wurmheller, mesmo estando com uma perna engessada devido a um acidente, abateu sete Spitfire V e um Blenheim da RAF, durante as três missões em que voou naquele dia.

Os alemães continuaram a desenvolver o Fw 190, visando os combates no Canal da Mancha. Enquanto isso, uma versão de reconhecimento do A-3 surgiu em março de 1942, quando equipou o 9./LG2 (9º Staffel da Lehrgeschwader 2) na Rússia. Por volta da mesma época, no Norte da África surgiu uma rara variante A-4/Trop.

As adaptações continuaram e, antes do fim de 1942, foi fabricada ainda a versão A-4/U8, armada com uma bomba de 500Kg e utilizadas em ataques diurnos de baixa altitude. A versão A-4 também foi a primeira variante a ser enviada em quantidades significativas para frente russa, onde chegou no final de 1942. Ao longo daquele ano, mais de 1.900 Fw 190 haviam sido entregues à Luftwaffe.

No início de abril de 1943 apareceram os Fw 190A-5, com os berços do motor alongados em 15 cm, visan-do aumentar sua resistência e reduzir a vibração do
Fw 190A-4 com tanques descartaveis sob as asas e uma bomba de 500 kg (SC 500).
motor. Essa mesma versão possuía também uma maior versatilidade para usar os kits Rüstsatz (os módulos de conversão de campanha).

Um Fw 190 é municiado com foguete WGr.21 (Rüstsatz 6)A variação mais importante foi o A-5/R6, capaz de levar dois lança-foguetes WGr21 de 21cm sob as a-sas, cujo alvo principal eram as crescentes forma-ções de bombardeiros B-17s e B-24s. Já a versão A-5/U2, transportava um bomba de 500Kg e a infame versão A5/U12 era equipada com seis canhões MG151/20 de 20 mm.

Em meados de 1943 surgia a versão A-6, que pos-suía uma blindagem mais reforçada e um novo pro-jeto das asas para aliviar sua estrutura, bem como quatro canhões de 20 mm nas asas e duas MG17 no nariz, e foi especificamente desenvolvida para ope-rações na frente oriental, sendo capaz de aceitar vá-
rios kits de conversão. Dentre esses, podemos citar a versão A-6/R1 que tinha seis canhões de 20mm em módulos sob as asas; e o A-6/R6 que tinha quatro canhões MK108 de 30mm - tornando-o o monoposto mais bem armado de toda guerra. Isso sem falar na versão A-6/R4, equipada com motor BMW 801TS (turbo alimentado) que o leva a 683 Km/h a 10.500 m de altitude. As versões caça-bombardeiro do A-6 ainda podiam carregar uma bomba de 1000Kg.

Um Fw 190A-6/R3 equipado com canhôes de 30mm em gôndulas subalares.A maior vitória da variante A-6 ocorreu durante o mês de outubro de 1943, quando impuseram perdas catas tróficas aos bombardeiros da 8ª Força Aérea america na que atacavam as cidades de Regensburg e Sch-weinfürt em pleno dia: dos 228 aviões enviados, 79 foram destruídos e 121 severamente danificados. Os americanos só conseguiriam restabelecer o equilí-brio, quando os caças P-51 Mustangs passaram a escoltar os bombardeiros até o centro da Alemanha.

Com o aumento dos bombardeios noturnos da RAF e com o colapso momentâneo do sistema de radares Himmelbett, surgiu a estratégia "Wilde Sau" (Javali Selvagem). Criada pelo então Major Hajo Hermann, esta tática consistia no emprego de caças monomo-
tores em operações noturnas. A versão mais utilizada pelos pilotos da JG300 (a primeira unidade a utilizar esta técnica) foi o Fw 190A-5/U2.

Enquanto isso, a versão A-7 surgiu com um par de canhões de 20 mm na carenagem do motor, além das várias combinações de armamento nas asas. Mas apenas 80 unidades desta versão foram entregues, até o surgimento da variante A-8, que seria a última a empregar a fuselagem curta.

O A-8 era similar a sua versão anterior em quase todos os aspectos, mas possuía umas poucas mudanças internas que buscavam aumentar sua performance. Essas mudanças consistiam na incorporação de uma injeção GM-1 de Óxido Nitroso ou um tanque adicional de combustível localizado abaixo do cockpit.

Além disso, nada menos que nove conversões de campo eram possíveis para o A-8, das quais destacamos:

           A-8/R1: caça pesado que incorporava um rack contendo um canhão MG151 de 20 mm sob cada asa.

           A-8/R2: desenvolvido para atacar as formações de bombardeiros. Traziam um par de canhões MK108
                       de 30 mm sob as asas.           

 A-8/R3:planejado como um destruidor de tanques, possuía uma versão de cano longo do canhão de 30 mm (MK103). Embora tivesse uma cadência de fogo mais lenta, o cano maior imprimia uma velocidade muito maior aos projéteis ao mesmo tempo em que melhoravam sua precisão. Esse fator era essencial quando utilizados para interceptar colunas de blindados soviéticos na Frente Oriental.


       A-8/R7:Esse modelo se tornou famoso como o típico caça utili-zado nas táticas de Rammjäger que consistia em arre-messar a aeronave contra os bombardeiros aliados quando se encontrava sem munição. O modelo carregava o armamento padrão do A-8 (um par de metralhadoras 13 mm sobre o motor e quatro canhões de 20 mm nas asas), mas possuía uma blindagem frontal e do cockpit muito mais reforçadas.

A série A-8 seria aquela que permaneceria em produção até o advento dos famosos "Dora-Nove" no verão de 1944. Já o maior ás do Focke-Wulf Fw 190 foi o Oberleutnant Otto Kittel, o quarto maior ás da história que, de suas 267 vitórias confirmadas, Kittel alcançou 220 a bordo das várias versões do "Würger".

Outro piloto que obteve grande sucesso a bordo deste avião foi o lendário Hauptmann Walter Nowotny que, assim como Kittel, alcançou a grande maioria dos seus 258 abates na frente oriental.  
Oblt. Otto Kittel tendo ao fundo seu Fw 190.

 

O Sucessor do Stuka

Conforme vimos, a série "A" do Fw 190 tinha demonstrado uma capacidade fenomenal de aceitar quase todo tipo de missão que lhe era incumbida, e isso tudo com pequenas modificações no design, sendo que os resultados foram mais que satisfatórios.

Várias dessas alterações foram feitas na variante A-5/U17, que incorporava tanto um suporte de bombas ETC501 sob a fuselagem, quanto um par de racks ETC50 embaixo das asas. Esses modelos foram utilizados como substitutos para os obsoletos Ju 87 "Stukas" como aeronave de suporte e ataque ao solo (Schlacht-flugzeug), e seriam utilizados como base para o desenvolvimento da série F.

Fw 190F-2  em serviço na frente russa durante o inverno de 1944-45.Surgidos no final de 1942, os primeiros modelos da série F utilizavam a célula do A-4 e eram armados com duas metralhadoras de 7,92 mm e dois canhões de 20 mm. O modelo F-2 viria no início de 1943; embora fosse similar ao anterior, utilizava o chassis do A-5 e tinha uma carlinga mais proeminente - so-lução adotada para suprir os problemas de visibilidade durante os ataques ao solo.

A variação seguinte (F-3) foi desenvolvida pela Arado e chegou ao front no verão de 1943. Além do par de racks ETC50 podia ainda aceitar uma bomba de 250Kg sob a fuselagem. A configuração F-3/R3 subs-tituiu o suporte ETC50 por um par de gôndolas dota-
das de um canhão MK103 de 30 mm, mostrando-se extremamente versátil e potente no papel de ataque ao solo.

A série Fw 190F continuou com as variantes F-8, F-9 e F-10, que utilizavam a fuselagem e o armamento do A-8. Destaque fica para a conversão F-8/U2 que podia carregar uma bomba-torpedo BT700 de 700Kg, en-quanto o U3 podia ser equipado com BT1400 de 1400Kg, ambos utilizados contra comboios de navios e operados principalmente pela KG 200.
Como complemento, a série F dispunha de um arsenal de quase 50 peças suple-mentares desenvolvidas especialmente na forma de adaptações de campo, desde os foguetes Panzerblitz de 88 mm, usados como anti-tanque, às bombas planadoras BV246 Hagelkorn.

Uma das armas mais interessantes era o SG113A Forstersonde. Tratava-se de um par de canhões anti-tanque, sem recuo, de 77mm instalados verticalmente em cada semiasa. Ao sobrevoar uma coluna blindada inimiga essas armas eram ativadas pelo campo magnético gerado pelos carros de combate e começavam a disparar para baixo, perfurando facilmente a fraca blindagem da parte superior dos tanques.
SG113A

Um Fw 190G-3  da Schaltgeschwader 10 ,  Romenia -1943. Curiosamente, a versão G "Jabo-Rei" (Jagdbomber mit vergrosserter Reichweite ou caça-bombardeiro de longo alcance) entrou em serviço operacional antes da "F" e também foram utilizados em missões de suporte. Fo-ram os primeiros aparelhos da série Fw 190 a serem enviados para o teatro de operações do Norte da Áfri-ca, onde justaram-se a SG 2 (Schlachtgeschwader 2) sediada na Tunísia, em novembro de 1942. A maioria, porém foi enviada para Frente Oriental pouco depois, sendo empregados intensamente na grande batalha de tanques de Kursk no início de julho de 1943. A princi-pal diferença em relação a série F era o armamento mais fraco, afim de aliviar o peso.



O Melhor da Série

Inicialmente visto como um substituto temporário pelo próprio Kurt Tank enquanto ele não completava o desenvolvimento daquele que seria o Ta152, o "D-9" acabou convencendo até os mais céticos de que era um adversário feroz até mesmo para o Mustang e o Spitfire.

Ele recebeu a designação "D" devido ao abandono das séries B e C, e o número "nove" decorre do fato de que ele sucedeu ao A-8, mas ficaria conhecido por todos na Luftwaffe simplesmente como "Dora-Nove". Já seus inimigos freqüentemente o chamavam de Nariz-Compri do (Long-Nose).

Equipado com um motor Junkers Jumo 213A, que possuía 12 cilindros em linha e era refrigerado à água por um radiador circular, o Dora-Nove utilizava a fu-selagem básica do A-8, mais alongada para abrigar o novo motor; ao todo o comprimento do avião passou de 8,84m para 10,20m. Embora tenha feito seus pri-
Fw 190D-9 "Dora-Nove"
meiros vôos em meados de 1942, a versão definitiva somente chegaria às primeiras unidades de combate em agosto de 1944.

A versão padrão do Dora-Nove - que se tornaria o melhor caça a pistão a ser entregue para a Luftwaffe - possuía dois canhões de 20 mm nas asas e duas metralhadoras de 13 mm no capô, tinha ainda capacidade de levar um suporte de bombas ETC504 (para artefatos de fragmentação). Seu motor alcançava 1.776 HP, e era equipado com uma injeção de água-metanol MW50 lhe permitindo a velocidade máxima de 704 Km/h a um teto de serviço máximo de 10.000 m.

Fw 190D-9 "Rote 13"  (WNr. 400240) do Papegei Staffel da JV44.Todas essas características o tornava o interceptador ideal. As primeiras unidades foram entregues ao III/JG 54 "Grünherz", baseados em Achmer. Sua primeira tarefa foi oferecer cobertura para os modernos caças Me 262 do Kommando Nowotny durante pousos e de-colagens, momento em que os poderosos jatos eram mais vulneráveis. A primeira vitória creditada a um Dora-Nove foi em 06 de novembro de 1944, quando o Hauptmann Robert Weiss abateu um Spitfire. No início de 1945, em uma vã tentativa de parar o crescente po-derio aéreo aliado, os Dora-Nove também foram distri-buídos a outras unidades da Luftwaffe, entre as quais a
JG 2 "Richthofen", a JG 3 "Udet", a JG 301 e a JV44. A maioria dessas unidades estavam sendo empregadas unicamente na Defesa do Reich. O Dora-Nove (assim como o Me 262) tinha a performance e o armamento ne-cessários para serem bem sucedidos, contudo, a essa altura pouco podiam contribuir para o combalido Reich Alemão.

Várias outras variantes do Fw 190D foram fabricadas, mas muito poucas foram entregues às linhas de frente. Entre estas, podemos citar:

 D-11:caça de ataque ao solo equipado com um motor Jumo 213F incrementado e blindagem adicional. Era armado com um par de canhões MG151 (20 mm) nas semiasas e outro par de canhões MK108 (30 mm) nas asas.

 D-12: Aeronave equipada com um motor Jumo 213F-1 dotado do sistema de injeção de água-meta-nol (MW 50). Possuía um par de MG151 nas asas e um MK108 disparando através do motor. A produção começou em janeiro de 1945.

 D-12/R11: Interceptador para vôo em todas as condições de tempo, equipado com piloto-automático PKS12 e equipamento direcional FuG125. Utilizava um motor Jumo 213EB com sistema de injeção de água-metanol MW50. Essa versão alcançou status de produção e vários viram serviço na Defesa do Reich.



O Final da Guerra

Os Fw 190 continuaram voando até o último dia de guerra, 08 de maio de 1945, sendo que a última vitória atribuída a uma dessas aeronaves foi creditada ao Oberleutnant Gerhard Thyben da JG 54, que abateu um Pe-2 naquele dia, às 7h54 da manhã, enquanto recuava da península de Kurland (Letônia) em direção a Kiel. Um final digno para aquele que foi o melhor caça a pistão da Luftwaffe durante a Segunda Guerra Mundial.

Entretanto, os franceses encontraram vários aparelhos em diversos estágios de produção em seu território, após o final da guerra. Um consórcio denominado SNCASO iniciou a fabricação da versão A-5, e até o final de 1946 havia entregue 64 unidades, que foram empregadas pela Força Aérea Francesa até quase o final da década de 40.

Atualmente há um número razoável de Fw 190s pre-servados em museus da Europa e Estados Unidos, inclusive o D-13/R11 (W.Nr.836017) "10-amarelo" pilo-tado pelo Major e Ritterkreuzträger Franz Götz (1913 - 1980), o último Kommodore da JG 26, perfeitamente conservado em um museu norte-americano.
Fw 190D-13/R11 "10-amarelo" do  Champlin Fighter Museum, Arizona.




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