O inovador Arado Ar 234 foi o
primeiro avião operacional de sua categoria no mundo, além desse título de pioneirismo,
ele também acumula a honra de ser o segundo avião de combate a jato da história,
de ter sido o primeiro a fazer uso do piloto automático e do pára-quedas
de frenagem. Desenvolvido inicialmente como avião de reconhecimento, foram
poucos os exemplares que chegaram a entrar em serviço antes do final da Segunda
Guerra. O bombardeiro operou em tão escasso número que não teve in-fluência no
curso do conflito, embora os de reconhecimento obtivessem melhores resultados,
voando virtual-mente imunes aos caças Aliados graças à sua elevada velocidade.
Mesmo assim, a Arado desenvolveu a sé-rie C com quatro turbinas. O
ProjetoAs primeiras investigações que dariam origem ao Ar 234 Blitz teve
inicio em 1941 sob a direção do professor Walter Blume na fábrica que a companhia
possuía em Brandenburg. O projeto denominado E.370 - a Arado empregava o prefixo
"E" de Entwurf (projeto) - começou com uma recomendação oficial para
a construção de um avião de reconhecimento a jato com um raio de ação de 2.156
km. Estes estudos arrastaram-se até o dia 15.06.1943, data em que o primeiro protótipo
(Ar 234 V1) decolaria pela primeira vez. O atraso no desenvolvi-mento deve-se
a demora na entrega dos motores Junkers Jumo 004, sucessivamente adiada por dificuldades
técnicas. Só em Fevereiro de 1943 é que a Arado receberia um par de Jumo 004,
mas ainda assim apenas modelos de pré-produção que a Junkers não recomendava que
fossem usados em vôos reais, mas apenas para testes em terra (fixos e de taxiamento).
| Para
conseguir atingir o ambicioso raio de ação, a e-quipe de desenvolvimento da Arado
optou por sacri-ficar as rodas e, com efeito, este protótipo decolaria usando
uma espécie de triciclo e pousaria sobre es-quis retráteis. Mas apesar destes
esforços, o Ar 234 continuava a não cumprir o raio de ação imposto pelo OKL,
contudo, as características gerais do futuro bom bardeiro impressionaram tanto
Göring que este aca-baria por passar essa limitação
para segundo plano e encomendar à Arado dois protótipos. |
|
 | Somente
no final da Primavera de 1943 é que a Arado re-ceberia os primeiros dois Jumo
004 completamente fun-cionais, turbinas que usaria no protótipo que decolaria
pe la primeira vez do aeródromo de Rheine, nos arredores de Münster, tendo o Hauptmann
Selle nos controles. Este vôo inaugural decorreu sem problemas, embora no mo-mento
da aterragem o paraquedas de frenagem não abris se corretamente, o que provocou
a destruição do trem de pouso. Felizmente, os danos no aparelho foram minímos.
Um segundo vôo terminou com o mesmo problema, o que levou a impôr aos pilotos
que se soltassem o trem de pouso imediatamente após o jato ter chegado à ve-locidade
de vôo, e que fosse liberado poucos metros de-pois do fim da pista. Na segunda
metade de Setembro de | 1943 outros três protótipos seriam dados
como prontos realizando uma série de vôos.
| Os primeiros testes foram feitos com oito protótipos, todos
utilizando os triciclos na decolagem. O nono pro-tótipo (Ar 234 V9) decolaria
pela primeira vez no dia 10.03.1944, do aeródromo de Alt Lonnewitz. Este mo-delo
transportava tanques descartáveis de 300 litros, e seria o primeiro a incluir
um trem de pouso conven-cional, uma cabine pressurizada e assento ejectável. Além
destes, foram construídos outros protótipos, dos quais dois (Ar 234 V6 e V8) com
quatro motores BMW 003 e, um outro, com asas em forma de meia lua. No total, foram
produzidos mais de 20 modelos diferentes até chegar finalmente ao B-1 de produção.
Os B-1 pos-suiam assento ejectável, piloto automático e tanques descartáveis instalados
sob os motores. | |
De modo a permitir a operação do aparelho com a sua carga máxima de
bombas a partir de pistas mais curtas, foi instalado no Ar 234 V3 um foguete Walter
109-509 em cada asa. Uma vez vazios, estes eram ejectados podendo ser reutilizados
posteriormente. Também havia sido instalado um sistema elétrico capaz de detectar
se um desses foguetes não estava funcionando corretamente, cortando imediatamente
a impulsão do outro. A Versão de ReconhecimentoForam
produzidas duas versões do Ar 234, a B-1, para reconhecimento fotográfico, e a
B-2 para bombardeio. O primeiro entraria em ação em Julho de 1944, sendo entregues
a uma unidade experimental da Luftwaffe, esta por sua vez, só colocaria estes
aparelhos em combates reais nos primeiros meses de 1945.
 | A
encomenda de vinte Ar 234B de pré-produção foi a-tendida no início de Junho de
1944 e os 5º e 7º pro-tótipos (Ar 234 V5 e Ar 234 V7) foram entregues ao 1º Staffel
do Erprobungskommando estacionado
em O-ranienburg, uma unidade especial de Reconhecimento Aéreo. O Oberleutnant
Horst Götz e o Leutnant Erich Sommer, que
receberam os jatos reportaram pro-blemas com o trem de pouso (esses protótipos
ainda usavam trens ejectáveis e esquis de aterrissagem). Tais problemas mostrariam
de forma clara que era ne- | cessário sacrificar algum raio de
ação e instalar definitivamente um trem de pouso convencional. Estes dois aparelhos
estavam equipados com duas câmaras Rb 50/30 na retaguarda. No mesmo momento
em que estes dois protótipos realizavam seus primeiros vôos, as tropas aliadas
desem-barcavam na Normandia e consolidavam as suas posições. Os aviões de reconhecimento
que a Luftwaffe enviava para o local, devido à esmagadora superioridade aérea
aliada, sofriam perdas avassaladoras e im-punha-se encontrar urgentemente algum
método de obter essas fotografias de que a Wehrmacht
precisava tão urgentemente. Os rápidos Ar 234B de reconhecimento eram uma solução,
em 25.07.1944 o destacamento do Oberleutnant Götz era transferido para o aeródromo
de Juvincourt (nas cercanias de Reims), e na semana seguinte, mais precisamente
no dia 02.08.1944 era realizado o primeiro vôo de reconhecimento.
| Os resultados obtidos nesse primeiro vôo excederam
os reunidos em todos os vôos de reconhecimento preceden-tes. As 380 fotografias
mostravam os 500.000 soldados aliados, 1.500.000 kg de material e os mais de 300.000
veículos, um número tão grande de dados que foram ne-cessários doze especialistas
para produzir um relatório. Como escreveria mais tarde o Leutnant Sommer anos
depois: "Depois desta primeira saída, muitos oficiais de alta patente vieram
a Juvincourt conhecer o avião, mas era tudo muito secreto e eles não foram autorizados
a vê-lo." Nas próximas semanas os dois jatos voariam in-tensamente sobre as
cabeças-de-ponte aliadas. Mas quando os resultados desses vôos estavam sendo ava-liados
pelo OKW, os aliados romperam as cabeças-de-
ponte e as fotografias tiradas pelos Ar 234 pouco mais po |
|
diam fazer do que revelar o carácter irreversivel do avanço aliado na
Europa Ocidental durante a Batalha da França. É curioso que estas missões
parecem ter passado desapercebidas aos aliados, o que só significa que as cumpriram
plenamente, visto que realizavam fotografias e deviam permanecer sempre indetectáveis.
A evacu-ação da unidade para a Alemanha representou também o fim operacional da
versão montada em esquis. A versão com rodas era ligeiramente mais lenta mas ainda
suficientemente rápida para escapar aos mais velozes caças aliados. Quanto a redução
da autonomia causada pela diminuição da área interna dos tanques (as rodas quando
recolhidas ocupavam espaço adicional na fuselagem do jato) foi compensada pela
instalação de dois tanques externos localizados sob os motores.
 | Com
a chegada de mais jatos, a unidade recebeu um novo nome: Kommando Sperling e ascendeu
a uma for-ça de nove Ar 234B-1. Mas a essa altura o comando a-liado já sabia da
sua existência e montava patrulhas quase permanentes sobre todos os aeródromos
que abrigavam aviões a reação, de modo a poderem inter-ceptá-los nos momentos
em que eram mais vulnerá-veis, ou seja, durante as decolagens e aterragens. Götz,
para combater estas perigosas patrulhas mon-tou um sistema de vigilia que consistia
num círculo de | segurança que avisava quando o céu estava
limpo para que os jatos pudessem decolar. Para reduzir os riscos durante o processo
de aterragem, os pilotos deviam manter a sua alta velocidade durante o máximo
tempo possível só a reduzindo quando recebessem confirmação de terra de que não
havia perigo, se a ameaça per-sistisse Götz tinha montado uma rede de aeródromos
alternativos que podiam receber os seus preciosos Ar 234B. A partir de
suas novas bases, bem para trás da linha de frente, os Ar 234B-1 do Kommando Sperling
reali-zaram várias missões sob os céus da França, Bélgica, Holanda e Reino Unido.
É curioso que a percentagem de avarias com os frágeis Jumo 004 dos Ar 234B-1 tenha
sido baixa, pelo menos em comparação com outros aviões a jato que os utilizavam,
caso especifico do Me 262. Mas essa diferença de comportamento
é perfei-tamente justificada pelo carácter próprio dos vôos de reconhecimento
que implicavam em poucas mudanças de velocidade e um reduzido manuseamento da
alavanca de controle de entrada de combustível (ações muito comuns em operações
de interceptação e nos vôos em formação). No inicio de 1945 o Kommando
Sperling era integrado ao 1./FAGr 123 (1ª Staffel
do Fernaufklaerungsgrupppe 123) uma unidade de reconhecimento de longa distância.
Além deste, mais dois outros Gruppen haviam
sido convertidos (FAGr 100 e FAGr 33). A frente italiana recebera entretanto a
sua primeira unidade de reconheci-mento a jato sob a designação de Kommando Sommer.
O sucesso da versão de reconhecimento pode ser facilmente avaliado por dois fatores:
| 1
- | A intervenção do Ar 234 na Batalha da França e da Normandia
passou completamente despercebida ao Al-to Comando Aliado; | | 2
- | Somente em 11.02.1945 (seis meses depois da primeira ação)
é que um jato Ar 234 seria abatido por um interceptor aliado. | O
BombardeiroDurante os últimos meses de 1944 o 9./KG 76 (9º Staffel
da Kampfgeschwader 76) tinha recebido
e utilizado os seus primeiros Ar 234B-2 no seu aeródromo de Burg (arredores de
Magdeburg). No dia 17.12.1944 a unidade recebeu ordens para deslocar os seus 12
jatos para o aeródromo de Münster-Handorf de modo a fazer cobertura aérea às forças
alemãs envolvidas na Batalha das Ardenas (que começara em 16.12.1944) e de fato
a primeira grande intervenção da versão bombardeiro ocorreu no decorrer desta
campanha. As 12:00 horas do dia 24.12.1944, os 12 Ar 234B-2 bombardearam uma fábrica
de rolamentos em Liége, depois, prosseguindo com o seu ataque, alvejaram entrepostos
ferroviários que serviam de apoio às forças aliadas combatendo no setor das Ardenas.
Todos os jatos que participaram da missão regressaram completamente intactos.
| A
primeira missão noturna ocorreu em 01.01.1945, no entanto esta não era uma missão
genuinamente de bombardeio, mas sim de reconhecimento para prepa-ração da "Operação
Bodenplatte", o ataque em larga escala contra vários aeródromos aliados que a
Luft-waffe planejava para o dia seguinte. Por essa razão, as bombas que transportavam
foram lançadas sobre Bru xelas e Liége, de modo a não deixar suspeitas no Co-mando
aliado. Foi no decorrer dessa operação que o Oberleutnant
Artur Stark conduziu seis Ar 234B ao aeródromo britânico de Gilze Rijen, na Holanda.
Tam bém durante essa missão, foi usado pela primeira vez um contentor de aspecto
semelhante às bombas AB- | |
500, mas que na verdade carregavam vinte e cinco pequenas bombas anti-pessoais
de 13 kg. Durante o mês de Janeiro os Ar 234B conduziram várias missões
contra alvos aliados na Bélgica, no mesmo mês um relatório da Luftwaffe, datado
de 10.01.1945 reportava como operacionais apenas 17 jatos desse tipo, distribuídos
entre as seguintes unidades:
9ª Staffel da Kampfgeschwader 76................ Kommando Sperling
(reconhecimento).......... Kommando Hecht (reconhecimento)............. | 12
04 01 | Mais uma vez se constata o mesmo fenômeno comum
aos outros tipos de aviões a reação produzidos durante o III Reich: só uma baixa
percentagem dos aparelhos construídos é que chegava às unidades operacionais.
No caso do Ar 234, dos 148 aparelhos entregues à Luftwaffe só 17 estavam em operação.
 | No
final de Janeiro de 1945 o III./KG76 já estava total-mente equipado com
o Ar 234B-2. Em 21.02.1945 es-se Gruppe foi responsavel pelo maior número de saídas
operacionais: 37. O mesmo ritmo continuou durante os meses de Fevereiro e Março.
Foi durante este último que os B-2 do III./KG76 atacariam várias vezes
a ponte de Remagen, sobre o rio Reno, com bombas de 1.000 kg, acabando por provocar
a sua destruição. | A próxima unidade de ataque da Luftwaffe
a fazer uso dos jatos foi o II./KG 76 (Gruppe II da KG 76), que nos finais de
Fevereiro já tinha o seu 6ª Staffel (6./KG 76) totalmente operacional e transferido
para o aeródromo de Hesepe. No entanto, em Março toda a estratégia alemã estava
em pleno caos e os aliados já estabeleciam várias cabeças de ponte do lado alemão
do Reno. Foi em 19.03.1945 que ocorreu o evento mais próximo de um combate entre
jatos da história: quatro Ar 234 bombardearam o aeródromo britânico de Melsbroek
danificando ligeiramente alguns dos jatos Gloster Meteor do 616º Esquadrão . Os
caças aliados que os tenta-ram interceptar foram mais uma vez batidos pela alta
velocidade dos bombardeiros à reação. O último relatório da Luftwaffe que
lista os Ar 234 em operação está datado de 10.04.1945 e distribui-os da se-guinte
forma:
| Bombardeiros: Stab da Kampfgeschwader
76......................... 6º Staffel da Kampfgeschwader 76...................
9º Staffel da Kampfgeschwader 76................... |
02 05 05 | Reconhecimento:
1º Staffel do Fernaufklaerungsgruppe 33........... 1º Staffel do
Fernaufklaerungsgruppe 100......... 1º Staffel do Fernaufklaerungsgruppe
123......... Kommando Sommer....................................... |
07 06 08 03 |
Caça noturna: Kommando Bonow.................... |
02 |
| Uma vez em ação, o Ar 234B-2 podia
empregar três tá-ticas de combate distintas: o ataque de mergulho, o a-taque horizontal
à baixa altitude e o ataque horizontal à alta altitude. No ataque
de mergulho, o piloto descia a partir de 5.000 até 1.300 m largando as bombas
após as ter apontado com o periscópio instalado sobre a sua cabine. O segundo
método, o ataque horizontal à baixa altitude, só era utilizado em último
caso, devido aos quase sempre baixos resultados em termos de precisão. O terceiro
método, o ataque horizontal à alta altitude era o modo preferido. O piloto
levava o jato até cerca de 30 km do alvo, onde ativava o piloto automá-tico (Patin),
dedicava-se então à mira (Lotfe). Os contro |
|
les da mira estavam diretamente ligados ao piloto automático por meio
de um computador primitivo, corrigindo o percurso do jato mediante as necessidades
e sem a intervenção do piloto, largando automaticamente as bombas quando surgisse
o momento adequado. Outra inovação trazida à ciência aeronáutica pelo Ar 234B
foi o paraquedas de frenagem, que lhe permitia aterrissar em pistas de dimensões
reduzidas. O Caça Noturno, a série C e as futuras
versõesAlém das versões de bombardeiro e de reconhecimento, no
começo de 1945 alguns Ar 234B foram transfor-mados em caças noturnos (Ar 234P).
O tipo transportava o radar Neptun FuG 218 e um operador dentro da fu-selagem
traseira. O seu armamento consistia em dois canhões MG
151 de 20mm instalados debaixo da fuselagem. A única unidade a operar o modelo
recebeu a designação de Kommando Bonow. Não existe ne-nhum registro de vitórias
obtidas com este tipo de aparelho.
 | Nos
últimos meses do conflito a versão Ar 234C estava prestes a entrar em produção.
O impulso adicional im-primido pelos dois BMW 003 permitia reduzir o tama-nho
das pistas em que o avião tinha que decolar quan-do transportava a carga
máxima (eliminando a neces-sidade de utilizar foguetes descartáveis). Um dos seus
pilotos de teste escreveria a respeito do Ar 234C: "O Ar 234C de quatro motores
tinha uma performance muito alta na decolagem e na subida, mas não podia voar
horizontalmente a toda potência porque à veloci-dades muito altas surgiam
problemas." Ou seja, embo- | ra as versões finais
fosse claramente superior ao Jumo 004, as turbinas BMW continuavam a apresentar
qua-se os mesmos problemas das suas primeiras versões. Existiam ainda
planos para a construção de algumas variantes, sendo que a maioria delas nunca
chegou a sair da mesa do projetista. Ar 234 B-2/p: Modificação do oitavo
protótipo com quatro turbinas BMW 003 para possibilitar o reboque de uma bomba
voadora V-1. Ar 234 C-1: Avião de reconhecimento; Ar 234 C-2: Bombardeiro;
Ar 234 C-3: Bombardeiro, ataque ao solo e caça noturno; Ar 234 subversão
do C-3: Capaz de transportar uma bomba voadora V-1 sob a fuselagem; Ar 234D:
Com duas turbinas Heinkel HeS 011A; Ar 234E: Caça, estruturalmente semelhante
ao Ar 234D; Ar 234P: Caça noturno; Ar 234R: Com motores foguete Walter.
Conclusão A produção do Ar 234 terminaria com a
destruição da fábrica da Arado em Alt Loennewitz perante a aproxi-mação das divisões
do Exército Vermelho. Até esse momento tinham sido construídos 210 Ar 234B
e 14 Ar 234C. Numa derradeira transferência, no dia 05.04.1945 a Kampfgeschwader
76 moveu-se para Kaltenkirchen perto de Hamburgo, a partir de onde faria suas
últimas missões durante a guerra, com resultados desconhe-cidos, nas duas frentes,
agora perigosamente muito próximas.
| Embora fossem seriamente prejudicados pelo seu
redu zido raio de ação, os Ar 234 eram armas formidáveis, devido ao fato de serem
quase impossíveis de inter-ceptar. Combates simulados entre um Ar 234B e um Fw
190 produziram o seguinte relatório da Arado: "A maior arma do Ar 234B
sobre os caças a hélice é a sua velocidade. Numa volta apertada o Fw 190 pode
facilmente tomar uma posição de tiro. Mas se o Ar 234B voar em frente, ou subir
ou descer mantendo as suas asas horizontais, cedo se afastará do Fw 190. Se tiverem
que ser feitas voltas estas devem ser de gran de raio. Um problema está em que
a visão para baixo e para trás é muito restrita, e nada pode ser visto a 30º |
|
de cada lado da linha central. Devido a esta limitação de visão não
é possível detectar um atacante vindo diretamente detrás..." A Arado
chegou a entregar 210 destes aviões, mas apesar da vantagem da velocidade
sobre os seus poten-ciais interceptores, o número de aparelhos que entrou em operação
foi tão reduzido que não chegou a alterar sensívelmente a correlação de forças
a favor da Alemanha. As bombas lançadas pelos escassos Ar 234B-2 pouco peso tiveram
no conflito e, embora as informações recolhidas pela versão de reconhecimento
fossem preciosas, não puderam contribuir para atrasar a derrota alemã, porque
quando o modelo entrou em operação, a Wehrmacht
já pouco mais podia fazer além de "atrapalhar" a progressão dos
exércitos aliados e as fotogra-fias obtidas limitaram-se a antecipar a amplitude
do desastre militar alemão a partir do final de 1944.
| Histórico |
| Séries:
| | |
Categoria(s): |
| | Reconhecimento:
B-1 Bombardeiro: B-2 Caça noturno | | |
Tripulantes: |
|
| Primeiro
Vôo: |
|
| 8 de junho, 1944 (Ar
234B-0 pré-produção) | | |
Primeira entrega: |
| |
Última entrega: |
|
| Ficha
Técnica - Ar 234B-2 | |
Motor: |
|
| (série B) - Dois
turbojatos axiais Junkers Jumo 004B (série C) - Quatro turbojatos axiais
BMW 003A-1 | | |
Potência: |
| |
Dimensões: |
| |
Envergadura:...................................... | 14,20
m | |
| Comprimento:..................................... | 12,65
m | | | Altura:................................................. | 04,30
m | | |
Pesos: |
|
| Vazio:.................................................. | 5.200
kg | |
| Máximo:............................................. | 9.450
kg | | |
Desempenho: |
|
| Vel. cruzeiro:...................................... | |
| |
Vel. máxima:...................................... | 850
km/h 742 km/h a 6.000 metros 692 km/h a 6.000 metros (com bomba de 500
kg ) | | |
Vel. ascensão:.................................... | |
| |
Autonomia:......................................... | 1.630
km (c/ combustível interno) 1.100 km (carregado) | |
| Teto serviço:...................................... | 10.000
m | | |
Armamento(s): |
|
|
| Bombardeiro: | 1 canhão MK108 de 30 mm
1 canhão MG151/20 de 20 mm. 1.500 kg de bombas |
| Caça noturno: | 2 canhões MG151/20
de 20 mm | | |  |
| |